Dois helicópteros se chocaram no ar na manhã de hoje no Nepal, a poucos metros do solo, resultando na morte de um turista indiano e deixando três pessoas feridas. A colisão ocorreu a mais de 4.200 metros de altitude, no heliporto de Pheriche, uma área de montanha próxima ao famoso campo base do Monte Everest. O momento exato em que as hélices de uma aeronave atingem a outra foi flagrado por uma câmera meteorológica da região.
O turista Vasanth Kumar Balaramudu, de 47 anos, morreu na hora. Ele e um segundo passageiro de origem neozelandesa estavam sendo resgatados da área das montanhas por um helicóptero da empresa Fishtail Air, que acabou colidindo com uma aeronave de carga da Air Dynasty que se aproximava da direção oposta. Os dois pilotos e o passageiro sobrevivente ficaram feridos e foram levados rapidamente para a capital do país, Katmandu.
As autoridades de aviação do Nepal informaram que este é o primeiro registro de colisão entre helicópteros na história do país. Relatórios iniciais apontam que o acidente pode ter sido causado por uma falha de comunicação, já que o heliporto fica em um local isolado e sem cobertura de rádio da torre de controle. Além disso, a pista estava completamente coberta por neve, o que pode ter gerado uma ilusão de ótica e confundido os pilotos no momento do pouso.
O desafio do resgate aéreo em áreas isoladas de Rondônia
Embora a neve e as montanhas do Nepal sejam cenários distantes da nossa realidade, o desafio e os riscos de operar aeronaves em áreas isoladas fazem parte da rotina de Rondônia. O transporte aeromédico em regiões remotas da floresta amazônica e em distritos ribeirinhos ao longo dos rios Madeira e Guaporé exige pilotos altamente treinados para lidar com mudanças bruscas no clima e fortes chuvas tropicais.
Acidentes aéreos provocados por falhas de comunicação ou falta de visibilidade em locais de difícil acesso servem de alerta para a importância contínua de investimentos em segurança de voo, radiocomunicação e na manutenção das pistas do interior rondoniense. A garantia de operações aéreas seguras é a única chance de sobrevivência para pacientes em comunidades onde o socorro por barcos ou estradas de terra demoraria dias para chegar.