A Polícia Civil de Rondônia cumpriu mandados de busca e apreensão em casas e veículos nesta segunda-feira (26) para investigar crimes ambientais próximos ao Parque Estadual Guajará-Mirim. A ação faz parte da “Operação Verde Rondônia” e contou com o apoio estratégico do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA).
As investigações começaram no final de agosto, quando equipes do BPA e da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) detectaram focos de calor e sinais de queimada ao redor da unidade de conservação. Durante a vistoria na área, os agentes encontraram uma estrutura improvisada de acampamento, uma arma de fogo, munições e cadernos com anotações que indicavam a extração e o corte ilegal de madeira. O Corpo de Bombeiros também prestou apoio na época, usando uma aeronave para avaliar o tamanho da destruição.
Com a autorização da Justiça, os policiais recolheram dispositivos eletrônicos e outros materiais nas buscas de hoje. O objetivo agora é analisar esses dados para identificar todos os envolvidos no esquema de destruição da floresta e aplicar as punições legais.
A pressão contra as áreas protegidas de Rondônia
O Parque Estadual Guajará-Mirim é uma das unidades de conservação mais importantes e, ao mesmo tempo, mais ameaçadas de Rondônia. A região é frequentemente alvo de invasores e grileiros que buscam lucrar com a retirada de madeira nobre e, em seguida, usam o fogo criminoso para “limpar” o terreno e tentar transformá-lo em pasto.
A atuação conjunta das forças de segurança estaduais é fundamental para frear o avanço do desmatamento. Além de proteger a rica biodiversidade da Amazônia, desarticular essas quadrilhas evita que a fumaça das queimadas continue prejudicando a saúde da população nas cidades vizinhas e agravando a seca extrema na região.