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Delegado Camargo critica regulamentação das redes sociais e aponta perseguição a Flávio Bolsonaro

Durante sessão na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE/RO) nesta terça-feira (27), o deputado estadual Delegado Camargo utilizou a tribuna para abordar o atual cenário político nacional. O parlamentar criticou a possibilidade de regulamentação das redes sociais e manifestou forte preocupação com o que classifica como uma perseguição política contra integrantes da família Bolsonaro.

Ao iniciar seu pronunciamento, Camargo destacou o histórico eleitoral recente e afirmou que a população rondoniense demonstrou, por meio do voto, sua profunda identificação com valores conservadores e familiares. “O povo de Rondônia, nos seus 52 municípios, votou em massa no candidato Flávio Bolsonaro, número 22”, declarou o parlamentar, referindo-se à chapa presidencial.

A regulamentação das plataformas digitais foi um dos eixos centrais do discurso, ganhando destaque após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltar a defender limites para o ambiente virtual no último domingo (25). Camargo alertou que eventuais regras estatais podem restringir a liberdade de imprensa, de pensamento e o direito de manifestação política.

Além da pauta digital, o deputado repudiou a decisão judicial que determinou a entrega dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro à Polícia Federal, proibindo-o de deixar o país, e mencionou rumores sobre pedidos de prisão. O parlamentar também citou restrições judiciais enfrentadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, parlamentares, jornalistas e as prisões decorrentes dos atos de 8 de janeiro.

Ao encerrar, Camargo pediu resiliência à sua base de apoiadores. “Permaneçamos firmes e vigilantes, porque o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. Não vamos desistir do Brasil nem de Rondônia”, concluiu.

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A postura do deputado reflete uma dinâmica consolidada na Assembleia Legislativa de Rondônia, onde os debates frequentemente transcendem as questões paroquiais do estado para ecoar as intensas disputas ideológicas de Brasília. Rondônia mantém-se como um dos principais e mais fiéis redutos do conservadorismo no país, cenário que garante respaldo político seguro a discursos de oposição ferrenha ao atual governo federal. A resistência à regulamentação das redes sociais — frequentemente associada pela direita a propostas como o PL das Fake News — consolidou-se como a principal ferramenta de mobilização eleitoral no estado, operando sob o argumento da defesa irrestrita da liberdade de expressão para aglutinar o eleitorado antipetista local.

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