Cidinha viveu um outro momento do futebol feminino com menos estrutura, patrocínios e muitas dificuldades. Atualmente, ela mora em uma casa simples em Campo Grande, trabalha de vendedora em um supermercado e lembra com carinho dos momentos de glória com a camisa do São Paulo, Vasco e seleção brasileira.
Cidinha começou sua trajetória jogando futebol na cidade de Três Lagoas, interior de Mato Grosso do Sul. A história da ida para o São Paulo começa em uma edição da antiga Copa Kaiser, que teve a final no antigo Estádio Elias Gadia, em Campo Grande em 1996.
Cidinha, ex-jogadora da seleção brasileira e São Paulo
O técnico da seleção brasileira na época, José Duarte, estava em excursão pelo país e assistiu a dois jogos de Cidinha, conforme ela conta.
— Ele fez o convite. Falou para eu me preparar. Em novembro de 1996, surgiu a oportunidade e fui direto para seleção.
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Time do São Paulo campeão brasileiro feminino em 1997 – Cidinha é a segunda com uniforme agachada da esquerda para direita
O time-base daquele ano tinha grandes nomes como: Maravilha; Andréia Camargo, Kátia Cilene, Tânia Maranhão e Marisa; Elsilene, Cidinha, Karin, Formiga, Suzana e Sissi. Grande parte dessas jogadoras fez a campanha de terceiro lugar na Copa do Mundo Feminina de 1999.
Pelo São Paulo, Cidinha conquistou além do Brasileiro o Torneio Rio-São Paulo daquele ano.
— Era a base da seleção brasileira, o São Paulo fez um time para ser vencedor. Eu assistia às jogadoras e depois realizei o sonho de estar do lado delas.
Comandado pelo técnico José Duarte, o São Paulo venceu os três jogos da etapa inicial, incluindo goleadas por 11 a 0 sobre o Rio Negro e 13 a 0 sobre a Universidade Gama Filho.
Na segunda fase, a equipe derrotou a Portuguesa por 1 a 0, goleou o Raiz da Gávea por 8 a 0 e venceu o Tupinambás por 7 a 0. Na semifinal, superou o Vasco da Gama por 2 a 0, com dois gols de Kátia Cilene, e avançou à decisão.
Na final, disputada em 30 de novembro, o São Paulo venceu a Portuguesa por 4 a 0, com gols de Cidinha (2), Formiga e Sissi, e conquistou o título brasileiro de forma invicta. Kátia Cilene terminou como artilheira da competição, com 18 gols.
Cidinha lembra com emoção daquele ano. Até hoje, é o único título do Brasileirão Feminino do São Paulo.
São boas lembranças, foi uma passagem vitoriosa, onde conquistamos todos os títulos. É algo inesquecível e vou guardar para sempre.
Cidinha, ex-jogadora da seleção brasileira e São Paulo
Palpite para final
O palpite dela é que o São Paulo sai em vantagem com vitória na ida e segura no jogo da volta. – As meninas têm tudo para se sagrar campeãs.
A ex-jogadora que disputou a Copa de 1999 e as Olimpíadas de 2000 explica que a situação do futebol era muito diferente há cerca de 30 anos.
— A realidade era totalmente diferente, muitas dificuldades, muito preconceito, não tínhamos apoio de patrocínios. A gente jogava por amor mesmo — disse.
A camisa 5 disse que está feliz de ver a evolução da modalidade no Brasil e também celebrou que o país sediará a Copa do Mundo Feminina em 2027.
— Isso foi um crescimento muito bom para o futebol feminino. Vai ser um privilégio. Estarei na torcida para que isso aconteça — finalizou.
Veja mais registros de Cidinha com a seleção brasileira e clubes:
Isabelly Melo/ge MS
Cidinha e Sissi formaram uma bela amizade e conversam até hoje.
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Cidinha guardou algumas das blusas que usou no período de Seleção – registro em 2023
Isabelly Melo/ge MS
SÃO PAULO NA FINAL DO BRASILEIRÃO FEMININO! 🔥























