Quem acompanha a rotina intensa da cobertura política na TV pode até imaginar uma rotina estritamente rígida e dominada por números. No entanto, uma das principais apresentadoras da GloboNews revela um lado completamente diferente ao abrir o refúgio da família em São Paulo. O apartamento onde Natuza Nery (49) vive com a mãe e o filho é um espaço acolhedor tomado por memórias afetivas, cores vibrantes e uma coleção impressionante de arte popular espalhada por todos os cantos.
A propriedade chama a atenção logo no hall de entrada, que antecipa o clima de alegria que domina o restante dos ambientes. Com passagens marcantes pelo Nordeste e por Brasília na juventude, a jornalista faz questão de expor esculturas em barro, xilogravuras de artesãos renomados e telas de artistas de rua. Essa rica presença da arte popular serve como uma ponte constante para relembrar suas raízes e amenizar a carga racional exigida no trabalho diário com as notícias.
Piano antigo na sala e jardim interno no lugar da varanda
Entre os ambientes mais marcantes da residência está a sala de estar, que abriga um piano antigo cheio de história. O instrumento é tocado semanalmente pelo filho e reforça a forte ligação do lar com a música, já que o pai da jornalista também é músico. O canto musical convive em harmonia com estantes repletas de livros de história e literatura, criando um ambiente pensado para o aprendizado e o convívio em família.
A busca por momentos de pausa e desconexão em meio ao ritmo do noticiário também se reflete no cuidado com a vegetação. Como o imóvel não conta com uma varanda tradicional, a apresentadora da GloboNews criou o seu próprio jardim interno com diversas plantas na área social. O cantinho verde funciona como um respiro natural no apartamento, onde ela aproveita para cuidar do cultivo e renovar as energias longe das telas e dos telefones.


Parede erguida à mão e a ‘gambiarra’ no quarto de descanso
A personalização do lar se destaca ainda mais na sala de jantar, que abriga uma parede de tijolos aparentes levantada pela própria jornalista. A obra manual foi erguida ao longo de um fim de semana ao lado do filho, que até deixou seu nome gravado em um dos tijolos. Para ela, o processo de construir a estrutura a quatro mãos funcionou como uma metáfora do ato de educar e uma forma de exercitar o trabalho manual, uma de suas grandes paixões.
O refúgio da família ganha contornos funcionais e curiosos no quarto principal, espaço que serve tanto para o descanso quanto para transmissões ao vivo na televisão. Para conseguir trabalhar de casa com ágil digitação durante as apurações, a jornalista desenvolveu uma engenhoca caseira no tripé da câmera, sustentada por um peso de ginástica. O recurso permite entrar no ar de forma prática durante os plantões, mantendo o equilíbrio entre a agilidade do jornalismo e o acolhimento do próprio lar.


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Fonte: Revista Caras























