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Delegado é condenado a 14 anos de prisão por matar colega de trabalho na Corregedoria em RO

Crime aconteceu em outubro de 2016, em Porto Velho. Motivação do crime foi considerada torpe.

Após 12 horas de julgamento, o delegado Loubivar de Castro Araújo foi condenado pelo pelo 1º Tribunal do Júri da Comarca de Porto Velho a 14 anos de reclusão por matar o colega de trabalho dentro da Corregedoria da Polícia Civil em 3 de outubro de 2016. A sentença começou a ser lida pela juíza Juliana Brandão por volta das 00h desta quinta-feira (20).

Durante o julgamento os advogados do réu alegaram legítima defesa, porém o conselho de sentença reconheceu, por maioria de votos, que o acusado disparou os tiros contra a vítima por motivo torpe.

A sentença foi anunciada depois das 00h desta quinta-feira (20). Quatro mulheres e três homens formaram o corpo do júri, escolhido antes do início oficial do julgamento.

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Durante o dia, 10 testemunhas foram ouvidas, sendo cinco de acusação e outras cinco de defesa. Segundo o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), uma das testemunhas de acusação prevista não compareceu.

Uma das testemunhas afirmou que o delegado “desenvolveu um desentendimento com a vítima”, após realizar mudanças no ambiente de trabalho durante na ausência de José Pereira.

Entre as falas do réu, o TJ-RO informou ao G1 que Loubivar de Castro rebateu o laudo e contestou a perícia técnica, dizendo à juíza Juliana Brandão, durante rebate das acusações, que as informações são “parcialmente verdadeiras”.

Durante o testemunho dele, alegou ainda que mexeram na cena do crime. Após todos serem ouvidos, incluindo o réu, começaram os debates entre defesa e acusação.

Assassinato na Corregedoria

O homicídio aconteceu dentro da Corregedoria da Polícia Civil em 3 de outubro de 2016. Segundo a sentença de pronúncia, Loubivar alegou que foi impedido pela vítima de realizar mudanças administrativas, como delegado adjunto, no 4° Distrito Policial (4° DP) em 2015.

O delegado foi preso em flagrante e encaminhado, à Delegacia de Homicídios. Nessa época, José Pereira era o delegado titular do 4° DP, o qual disse que o denunciado deveria obedecer ao ordenamento hierárquico da instituição. A posição do titular nutriu insatisfação no réu.

Delegado que atirou no colega de profissão foi preso em flagrante e levado à Delegacia de Homicídios.  — Foto: Hosana Moraes/ Rede Amazônica

Delegado que atirou no colega de profissão foi preso em flagrante e levado à Delegacia de Homicídios. — Foto: Hosana Moraes/ Rede Amazônica

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