quarta-feira, abril 8, 2026
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Acusado de matar e esquartejar professor universitário é condenado a 13 anos de prisão

Ériton Fábio Coelho Macedo confessou ter matado Elessandro Milan dentro da casa dele em 2016. Réu foi condenado pelo 1º Tribunal do Júri de Porto Velho nesta quinta-feira (11).

Após quase seis horas de julgamento do caso do professor universitário Elessandro Milan, então de 34 anos, que foi morto e esquartejado dentro de casa em 2016, o réu Ériton Fábio Coelho Macedo foi condenado a 13 anos e dois meses de reclusão inicialmente em regime fechado – além de 20 dias multa.

O julgamento teve início às 8h30 desta quinta-feira (11), no 1º Tribunal do Júri da Comarca de Porto Velho. O corpo de jurados foi formado por sete pessoas. De acordo com o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), Ériton permaneceu calado.

O crime aconteceu em março de 2016 dentro da residência da vítima, localizada na Zona Leste de Porto Velho.

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Julgamento de um dos acusados de matar e esquartejar o professor universitário aconteceu nesta quinta-feira (11).  — Foto: TJ-RO/ Divulgação

Conforme o TJ-RO, o réu, durante a fase policial, confessou ser o autor do crime e chegou a dar detalhes de como matou Elessandro. Segundo ele, o crime ocorreu porque teria sido dopado, e ao acordar, ficou com raiva da vítima, o que teria motivado o assassinato.

De acordo com o delegado Sandro Moura, o envolvimento do suspeito no crime foi comprovado por meio das provas papiloscópicas: das palmares, plantares e digitais coletadas pelo instituto de identificação.

A defesa chegou a pedir que o réu fosse absolvido pelo crime de ocultação de cadáver. Solicitou ainda que ele passe por exames médicos, como o de HIV. Ele foi preso em maio deste ano em Porto Velho.

Relembre o caso

Elessandro Milan foi encontrado morto e com o corpo esquartejado dentro da própria residência, em um condomínio localizado na Avenida Calama, no Bairro Planalto, Zona Leste de Porto Velho.

De acordo com a polícia, o homem foi morto durante a madrugada do dia 18 de março. Uma vizinha da vítima encontrou rastros de sangue na varanda da casa e acionou a Polícia Militar (PM).

Corpo foi encontrado na tarde do dia 18 de março, horas depois do assassinato. — Foto: Cléo Subtil/ Rede Amazônica

Corpo foi encontrado na tarde do dia 18 de março, horas depois do assassinato. — Foto: Cléo Subtil/ Rede Amazônica

O resultado da perícia da morte do professor saiu dia 1° de junho. O laudo técnico demorou 75 dias para ser finalizado e consta de 30 páginas, que reúnem amostras de DNA, impressões digitais e até registros telefônicos, entre outros objetos da casa.

O delegado do caso descarta a possibilidade de Milan ter ser sido vítima de latrocínio (roubo, seguido de morte), já que nenhum objeto foi levado. A suspeita é que o crime ocorreu devido a problemas pessoais.

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