A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta quarta-feira (31) dois investigados, suspeitos de venda de entorpecentes em Porto Velho. Um dos presos é um estudante universitário de classe média alta, suspeito de ser um dos maiores revendedores de drogas sintéticas na capital rondoniense.
As prisões aconteceram durante a Operação Evolução, deflagrada através da Delegacia de Repressão a Drogas (DRE).
Segundo a PF, as investigações começaram no dia 22 de setembro desse ano após a prisão em flagrante de uma pessoa suspeita de ser a responsável pelo recebimento das drogas em sua residência, encaminhadas pelo correio.
Na época, foram apreendidos 150 comprimidos de ecstasy em uma embalagem a vácuo e, dias depois, mais três mercadorias que haviam sido encaminhadas pelo correio à residência da mesma pessoa presa. Uma dessas correspondências continha comprimidos de ecstasy e, as demais, grande número de papelotes de LSD.
Conforme as investigações da Polícia Federal, após serem encaminhadas aos revendedores, as drogas eram vendidas em festas rave organizadas pelo próprio estudante investigado em Porto Velho. O universitário, segundo a PF, se utilizava de suas atividades como DJ para repassar as drogas a centenas de usuários.
Diante disso, a Vara de Delitos de Tóxicos de Porto Velho expediu dois mandados de prisão preventiva contra o investigado e a uma pessoa que o auxiliava no tráfico. Foram expedidos também cinco mandados de busca e apreensão nos endereços destes e de terceiros que, possivelmente, recebiam e guardavam as drogas em depósitos.
Durante as investigações, a Polícia Federal constatou que os dois presos vinham arcando com os custos dos honorários dos advogados que faziam a defesa do suspeito preso em flagrante no mês de setembro.
Os investigados também teriam orientado as testemunhas em seus depoimentos para não serem identificados.
Durante as buscas na residência do estudante universitário, principal alvo das investigações, foram encontradas diversas drogas, como maconha, MDMA, ecstasy e LSD, embaladas em pequenos sacos plásticos. Com isso, o suspeito também teve sua prisão em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.
O outro investigado foi localizado na cidade de Alto Paraíso, distante 207 km de Porto Velho. Ele foi conduzido à capital, com o apoio do setor de inteligência da Polícia Militar da cidade, para ser ouvido.
Os presos foram encaminhados ao Presídio de Médio Porte “Pandinha”, onde irão permanecer à disposição da Justiça.
A Operação Evolução, segundo a Polícia Federal, recebeu este nome em referência a uma das festas organizadas pelo principal investigado.



















