sexta-feira, abril 3, 2026
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Libertadas as 79 crianças sequestradas de escola nos Camarões

Autoridades não especificaram as condições sob as quais a libertação foi negociada com os sequestradores

As 79 crianças sequestradas, na segunda-feira (5), em uma escola protestante em Bamenda, no noroeste de Camarões, foram libertadas, informou a ministra das Comunicações, Issa Bakary Tchiroma à agência ‘France Presse’, nesta quarta-feira (7).

“Todos os 79 estudantes foram libertados”, disse Tchiroma, que não especificou as condições sob as quais a libertação foi negociada com os sequestradores.

As crianças da Escola Secundária Presbiteriana de Bamenda foram sequestradas juntamente com três membros da direção.

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Esta foi a primeira vez que um sequestro desta dimensão ocorreu nos Camarões.

Habitualmente, este tipo de ato acontece no norte da Nigéria e são de responsabilidade do grupo jihadista Boko Haram, como o que ocorreu em Chibok, onde mais de 200 meninas foram sequestradas de um colégio interno em 2014, provocando comoção mundial.

A libertação das 79 crianças ocorre um dia depois do presidente Paul Biya, de 85 anos, ter sido empossado em Yaoundé. Ele foi reeleito pelo sétimo mandato consecutivo no dia 7 de outubro.

Um vídeo divulgado na terça-feira (6) atribuía a responsabilidade do sequestro ao grupo separatista pela independência do Estado de Ambazonia, os “Amba Boys” (Rapazes de Amba).

Durante o dia, um comunicado atribuído à Comissão de Políticas Internacionais da Ambazonia (AIPC, em inglês) reclamava que o vídeo é falso e que os atos foram cometidos a mando do “regime ditatorial de Paul Biya”, presidente do país.

A chamada crise anglófona nos Camarões começou em 2016, com protestos pacíficos para um uso mais igualitário do inglês em tribunas e centros educativos nas regiões anglófonas do noroeste e sudoeste.

A forte repressão pelo Governo camaronês levou ao aparecimento de grupos armados, no final de 2017.

No último ano, centenas de pessoas morreram devido a ataques violentos e confrontos entre as Forças Armadas e as milícias separatistas com várias instituições, incluindo escolas.

Em setembro, durante o início do ano letivo do país, seis alunas e o diretor de uma escola foram sequestrados na região e um outro diretor foi assassinado.

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