As constantes fugas dos presídios de Porto Velho, que em menos de dois meses já contabilizam quase uma centena e meia de apenados andando livremente pelas ruas, podem ser a explicação para o aumento das ocorrências de furtos, roubos e sequestros relâmpagos no interior do estado.
Contando com as fugas do último fim de semana, quando quatro detentos da penitenciária Milton Soares de Carvalho, também conhecida como 470, serraram as grades das celas em que estavam e pularam uma cerca de proteção, ganhando as ruas, já são 135 apenados que deixaram o sistema prisional nos quatro primeiros meses de 2019. Menos de 10 foram recapturados.
Os últimos a fugirem são Michael Júnior Pinto Silva, Tiago Ribeiro Gonçalves, Marcelo Brito Torres e Francisco Soares de Lima. Acredita-se que os foragidos possam estar envolvidos com crimes que vem sendo realizados em Porto Velho e no interior do estado, onde o número de furtos e assaltos aumentou.
Por serem considerados figurinhas carimbadas da Polícia da Capital, esses marginais podem ter migrado para municípios do interior do estado, bem como para os vizinhos Acre, Amazonas e Mato Grosso. Como a maioria deles pertencem a organizações criminosas, os foragidos estariam recebendo apoio para “mudança de ares”, numa espécie de permuta do crime, onde criminosos são trocados de lugar para dificultar as investigações.
As investigações sobre as constantes fugas dos presídios da capital e do interior continuam, especialmente no que diz respeito ao “modus operandi” dos criminosos, que na maioria dos casos, conseguem serrar as grades para empreenderem fuga. O que se quer saber é como os detentos conseguem as serras ou instrumentos com os quais cortam os ferros e se há envolvimento externo ou se servidores para a facilitação das fugas.




















