A equipe de ginástica rítmica Estrela de Rondônia, conquistou seis medalhas na Copa Gorba, em Salvador. Mais de 10 atletas se dedicaram por meses para conquistar um lugar no pódio e voltar pra casa com a mala um pouco mais pesada, recheada de medalhas. Mas, até chegar lá, os ginastas tiveram que se desdobrar para conseguir recursos e poder competir no estado que ficar há mais de mil km de Rondônia.
– Nós havíamos nos programado para ir à Copa já tem muito tempo. Corremos atrás, fizemos feijoadas, fizemos eventos, bingos, para que a gente pudesse arrecadar o dinheiro e fazer o pagamento das passagens. Ficou faltando a de três pessoas, a minha passagem como chefe de delegação e presidente do clube, a passagem da Duda e a passagem da Mylena. Infelizmente não conseguimos com o governo. Depois disso, nós fizemos uma reunião e decidimos que a gente faria uma vaquinha para comprar a passagem da Duda. Nisso, a gente precisava de 30 amigos, para cada um doar R$ 100 – disse Stefania, presidente do Estrela de Rondônia.
Quebra de recordes: Ginasta de Rondônia conquista o primeiro ouro e alcança a maior nota de Rondônia em competições nacionais
Stefania, que também é chefe de delegação, abdicou qualquer tipo de trabalho fora da ginástica para se dedicar ao Estrela de Rondônia. Ela trabalha com a equipe apenas por amor, já que não recebe nenhum valor para exercer as funções.
– Eu não trabalho, parei de trabalhar com um trabalho remunerado para conseguir atender as necessidades da Duda, que agora se aposentou dos jogos escolares, já que chegou na fase final e agora tem a Luana. Eu faço porque eu gosto, eu não sei como seria minha vida sem a GR ter entrado nela. A gente trabalha com coração e com a fé – disse Stefania.
O Estrela de Rondônia é referência na ginástica rítmica do estado. A equipe coleciona ginastas medalhistas e tem o primeiro e único ginasta masculino, que na primeira participação em uma competição nacional, subiu no lugar mais alto do pódio. Mas, a dedicação e o amor pelo esporte ainda não dá retorno financeiro para os atletas.
– Nenhuma competição que a gente participou, durante 6 anos, eu nunca vi premiação em dinheiro. Sempre é mais para ter experiência, oportunidade. Nem no nosso trabalho dentro do Estrela tem dinheiro, nem os técnicos – explicou Stefania.























