terça-feira, março 17, 2026
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Tribunal da Venezuela aceita indiciamento de opositores do regime de Nicolás Maduro

Mais uma vez, parlamentares opositores do governo chavista perderam imunidade parlamentar. Procurador-geral de Maduro acusa os deputados de 'traição' e 'rebelião'

O Tribunal Superior de Justiça (TSJ) da Venezuela aprovou nesta segunda-feira (16) o indiciamento de quatro deputados de oposição ao regime de Nicolás Maduro. Com a decisão, a corte — controlada por juízes favoráveis ao chavismo — volta à ofensiva contra o grupo ligado ao autoproclamado presidente interino Juan Guaidó por supostas “traição”, “rebelião”, “conspiração” e “instigação à insurreição”.

Primeiro, o procurador-geral do governo Maduro, Tarek William Saab, solicitou o indiciamento dos quatro deputados. Eles, então, perderam a imunidade parlamentar por decisão da Assembleia Constituinte — órgão legislativo controlado por Maduro — o que abriu caminho para a decisão do tribunal.

Em pronunciamento, Saab afirmou que os parlamentares oposicionistas “conspiraram para tomar instalações militares” com o objetivo de “desestabilizar o Natal”.

Segundo a agência Reuters, os quatro parlamentares são:

Jorge Millan

Hernan Alemán

Carlos Lozano

Luis Stefanelli

Até a última atualização desta reportagem, não havia previsão de quando o julgamento dos quatro parlamentares envolvidos ocorrerá.

Imunidade parlamentar cassada

Desde que tomou posse como presidente interino, em janeiro, Juan Guaidó e aliados estão na mira de órgãos venezuelanos alinhados com o regime chavista.

Em abril, a Assembleia Constituinte cassou a imunidade parlamentar de Guaidó — que é deputado na Assembleia Nacional, onde os opositores do regime têm maioria. Porém, o líder da oposição não chegou a ser detido.

No mês seguinte, após a tentativa de um levante militar contra o chavismo, a Assembleia Constituinte também cassou a imunidade parlamentar de deputados opositores que apoiaram o movimento.

Isso levou à prisão de Edgar Zambrano, vice-presidente da Assembleia Nacional, em maio. Após passar meses em uma cadeia militar na Venezuela, ele foi finalmente solto em setembro.

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