sexta-feira, maio 1, 2026
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YouTube vê explosão da produção de conteúdo

Em pesquisa realizada pela consultoria Ipsos, a pedido do YouTube, 57% dos entrevistados afirmaram que criar um conteúdo em vídeo os ajudou a se sentir mais conectado com outras pessoas

A criação de conteúdo em vídeo por pessoas comuns é um caminho sem volta. Pelo menos essa é a visão do YouTube para os próximos anos. Para Kevin Allocca, líder da área e cultura e tendências da rede social de vídeos da Alphabet, dona do Google, a pandemia fez com que as pessoas perdessem a timidez para fazer vídeos próprios, e a tendência é que isso continue mesmo após as medidas de distanciamento acabarem no mundo, inclusive no Brasil.

 

Em pesquisa realizada pela consultoria Ipsos, a pedido do YouTube, 57% dos entrevistados afirmaram que criar um conteúdo em vídeo os ajudou a se sentir mais conectado com outras pessoas. Esses dados foram apresentados por Kevin Allocca em conteúdo que faz parte do Cannes Lions – Festival Internacional de Criatividade, evento que tem o Estadão como representante oficial no País.

Segundo Allocca, a criação de conteúdo em vídeo fez com que as pessoas se sentissem mais conectadas em um período tão complicado. “As pessoas estão criando cada vez mais vídeos, e isso se tornou uma ferramenta cada vez mais importante na vida delas”, diz Allocca. “Essa experiência criou todo um senso de comunidade.”

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As lives, que fizeram bastante sucesso no início da pandemia, também tiveram papel importante nisso. Mesmo assim, segundo a pesquisa, 64% das pessoas no Brasil se sentiram menos sozinhas ao assistir a shows ao vivo de grandes artistas.

O Brasil, aliás, ganhou um grande destaque com shows que bateram recordes de audiência em todo o mundo. O caso mais notório foi o da cantora sertaneja Marília Mendonça, que, mesmo cantando em sua própria sala de estar, chegou a 3,3 milhões de pessoas no pico da transmissão.

Essa simplicidade, aliás, pode ter sido um dos pontos a favor da cantora. Segundo o relatório de tendências do YouTube, as pessoas começaram a procurar conteúdo com que se identificassem. Isso no mundo inteiro e até mesmo com alguns conteúdos bem exóticos. Um exemplo é que houve vídeos de casamentos coletivos na Coreia do Sul que ultrapassaram 1 milhão de visualizações.

Mas esse tipo de conteúdo continuará em alta mesmo após as pessoas voltarem a ter uma vida mais normal? Para Allocca, sim. “Essas tendências estão continuando e o que a pandemia fez foi acelerar esse processo”, afirma o executivo.

Não à toa, vídeos de podcasts baseados em conversas mais informais também têm dado muito resultado, segundo o YouTube. Um exemplo é o Flow Podcast, apresentado por Bruno Aiub, o Monark, e outro por Igor Coelho, o 3K, que amealhou fãs durante a pandemia. Desde janeiro de 2020, o Flow ganhou mais de 200 milhões de visualizações, de acordo com a rede social.

Alta de receitas

A combinação entre produção de vídeos e isolamento social fez com que o YouTube faturasse muito mais em 2020. A receita gerada por publicidade na rede social da Alphabet no ano passado cresceu quase 45%, para US$ 6,8 bilhões, ante 2019. E esses valores devem continuar em expansão, pois cada vez mais o YouTube tem sido destino de campanhas – até mesmo exclusivas.

“Hoje, na publicidade, não existe mais fazer uma campanha para TV aberta, paga ou internet. Tudo é vídeo. Inclusive, já existem campanhas que começam no YouTube e só depois vão para a televisão”, diz Edu Lorenzi, CEO da Publicis.

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