sábado, maio 16, 2026
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Sesau diz que não vai acatar recomendação do Cremero para transferir pacientes do Cosme e Damião em RO

Secretário-adjunto diz que não há justificativa para o cumprimento de uma interdição ética. Cremero expediu a orientação após constatar várias irregularidades na unidade de saúde.

Representantes da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) confirmaram à Rede Amazônica nesta quinta-feira (24) que não pretendem acatar a recomendação feita pelo Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero) e transferir pacientes do Hospital Infantil Cosme e Damião, em Porto Velho.

O pedido de transferência foi feito na última terça-feira (22), depois que o Cremero visitou a unidade de saúde e percebeu várias irregularidades, como problemas de escala médica, na ala de UTI, enfermaria e na estrutura física do local. Na ocasião, o Cremero disse que faria a interdição ética do hospital caso a recomendação não fosse acatada. Com isso, nenhum médico poderia atuar no local.

Para o secretario-adjunto da Sesau, Nélio Souza, não há justificativa para o cumprimento de uma interdição ética e transferência dos pacientes que estão internados no local. Segundo ele, o estado deve buscar meios administrativos para tentar reverter a decisão do Conselho.

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“A condição do hospital hoje é estética. Hoje o hospital não oferece risco ao tratamento dos pacientes e não oferece risco ao tratamento das crianças que procuram as internações”, afirmou o secretario-adjunto.

O presidente do Cosme e Damião, Daniel Pires, também se manifestou informando que os atendimentos continuam acontecendo normalmente na unidade e que depois da recomendação “nada mudou”.

Entenda o impasse

De acordo com a direção do Hospital Infantil Cosme e Damião, atualmente o atendimento da unidade abrange todos os 52 municípios de Rondônia, além do sul do Amazonas e ainda parte da Bolívia. São realizados cerca de 250 atendimentos diários e 5 mil mensais.

Segundo o Cremero, o prédio do hospital apresenta problemas como infiltrações em paredes e tetos e buracos em várias partes do gesso. Por conta da situação, o Conselho indicou que a Sesau retire os pacientes para outra unidade e realize uma reforma no local. Caso isso não fosse feito, o Cremero disse que poderia entrar com uma interdição ética no hospital.

O secretário-adjunto Nélio Souza informou que há um processo de licitação em andamento para realizar reparos no gesso e telhados do hospital e as propostas devem ser analisadas pelo Estado até o dia 11 de março.

g1 entrou em contato com o Cremero para saber o posicionamento sobre as manifestações da Sesau, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

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