quarta-feira, março 11, 2026
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Após restringir cidadania, Itália amplia vistos de trabalho para brasileiros descendentes de imigrantes

Decreto do governo italiano retirou limitação anual de número de vistos de trabalho concedidos a brasileiros desdecendentes de italianos e mais seis nacionalidades

Decreto do governo italiano retirou limitação anual de número de vistos de trabalho concedidos a brasileiros desdecendentes de italianos e mais seis nacionalidades, em tentativa de preencher postos de trabalho esvaziados no país. Candidatos, no entanto, já devem ter contrato de trabalho.

Após aprovar uma lei que restringe a obtenção de cidadania para estrangeiros descendentes de italianos, o governo da Itália começou agora a facilitar a concessão de vistos de trabalho para descendentes de italianos de sete nacionalidades, entre elas, a brasileira.

Em um decreto, a Itália retirou o limite anual de vistos de trabalho que concede para estrangeiros que quiserem trabalhar na Itália. A partir de agora, não há mais limitação para a concessão desse tipo de visto a cidadãos dos seguintes países:

Brasil;

Argentina;

Estados Unidos;

Austrália;

Canadá;

Venezuela e

Uruguai.

O governo da Itália — como vários outros na Europa — estabelece anualmente um número máximo de vistos de trabalho que o país poderá conceder a cidadãos estrangeiros (leia mais abaixo). O novo decreto, no entanto, abre uma cota extra, e ilimitada, para os cidadãos dos países acima que preencham os requisitos.

👉 Para conseguir, no entanto, o visto, é preciso:

Provar ser descendente de italiano;

Já ter um contrato de trabalho com algum empregador italiano no momento da solicitação do visto.

O visto não pode ser ampliado para um pedido de cidadania na Itália e só vale enquanto dure o contrato de trabalho.

A exceção foi aprovada em decreto do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional da Itália, em uma tentativa de preencher postos de trabalho no país que estão esvaziados — a Itália é o país com o maior número de idosos da União Europeia, segundo a Eurostat, a agência de estatísticas do bloco europeu.

Para preencher esses postos, no entanto, o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni, abertamente anti-imigração, optou por tentar levar ao país apenas descendentes de italianos.

Segundo o decreto, para escolher as nacionalidades, o governo seguiu o critério de países com mais pessoas com cidadania italiana. “A identificação foi feita com base no tamanho atual das comunidades italianas residentes nesses países”, diz o decreto.

Todos os sete países da lista têm mais de 100 mil cidadãos italianos registrados no Cadastro de Italianos Residentes no Exterior (AIRE), ainda de acordo com o governo.

Pelo decreto, os sete países não responderão mais ao limite máximo anual de concessão de vistro de trabalho a estrangeiros — neste ano, essa cota era de 165 mil trabalhadores estrangeiros no total, de acordo com o Decreto de Fluxo de Estrangeiros aprovado no país em 2023.

Lei de cidadania

O decreto que flexibiliza os vistos de trabalho não têm relação com a Lei de Cidadania que a Itália aprovou em maio deste ano e que restringe a concessão de nacionalidade aos descedentes de italianos.

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