O ex-jogador e dirigente Karl-Heinz Rummenigge, hoje membro do conselho do Bayern de Munique, comentou o futuro do brasileiro Vinícius Júnior em entrevista ao jornal espanhol As e descartou qualquer chance de o clube alemão tentar contratar o atacante.
Vinícius, um dos principais nomes da Seleção Brasileira, tem contrato com o Real Madrid até junho de 2027, mas ainda não renovou. A situação tem gerado especulações no mercado europeu, inclusive com interesse de clubes da Arábia Saudita.
Ao ser questionado sobre uma possível investida do Bayern, Rummenigge foi direto. “Essa pergunta nem faz sentido, porque ele é praticamente impossível de contratar e já está no clube ideal. Não me surpreenderia se fosse um dos jogadores preferidos do Florentino”, disse, em referência ao presidente do Real Madrid, Florentino Pérez.
O dirigente também afirmou que acredita na permanência do brasileiro na Espanha. “Sei que clubes da Arábia Saudita estão tentando, mas não acredito que ele vá sair. O Florentino gosta muito dele e fará de tudo para mantê-lo”, completou.
Rummenigge ainda relembrou atuações marcantes de Vinícius na Champions League, como os dois gols contra o Bayern, na Allianz Arena, que ajudaram o Real Madrid a avançar na competição.
Na entrevista, o alemão também falou sobre sua relação com Florentino Pérez e criticou o projeto da Superliga Europeia, que voltou a ser discutido nos últimos anos.
“Passei horas conversando com ele sobre futebol. Concordamos em quase tudo, menos na Superliga. A estrutura do futebol precisa respeitar FIFA, UEFA, federações e clubes”, afirmou, citando entidades como UEFA e FIFA.
Segundo ele, o projeto ganhou força durante a pandemia, quando o futebol sofreu perdas financeiras relevantes. “Havia bônus milionários para quem aderisse, mas felizmente isso ficou para trás”, disse.
Outro ponto abordado foi o papel dos empresários no futebol atual. Rummenigge criticou o crescimento dos valores pagos a agentes e alertou para os impactos no mercado.
“Perdemos completamente o controle. No último verão europeu, mais de 1,3 bilhão de dólares foi pago a agentes. Há cinco anos já era alto, com 500 milhões. Esse dinheiro não volta para o futebol e prejudica o sistema”, afirmou.
Para ele, é necessário discutir o tema de forma conjunta. “Clubes, ligas, federações e agentes precisam sentar e rever esse modelo. No Bayern, vamos tratar isso com mais rigor”, concluiu.























