quinta-feira, abril 2, 2026
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Trump promete atacar Irã com “extrema dureza”nas próximas duas semanas

Presidente dos EUA diz que ofensiva pode ocorrer nas próximas semanas caso não haja acordo e promete atingir infraestrutura estratégica iraniana

Donald Trump,G7

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país deve intensificar os ataques contra o Irã nas próximas semanas. A declaração foi feita após mais de um mês de conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel lançaram uma ofensiva contra o território iraniano.

“Vamos atacá-los com extrema dureza nas próximas duas a três semanas. Vamos mandá-los de volta à Idade da Pedra, onde pertencem. Enquanto isso, as negociações continuam”, disse o presidente em discurso na Casa Branca.

“Se não houver acordo, vamos atacar todas as suas usinas de energia com muita força e, provavelmente, ao mesmo tempo”, acrescentou.

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Trump também afirmou que, após o fim da guerra, o Estreito de Ormuz deve voltar a operar normalmente. Segundo ele, o Irã depende da exportação de petróleo para reconstruir sua economia, o que poderia levar à queda dos preços e à recuperação dos mercados.

O presidente ainda pediu que países dependentes do petróleo que passa pela região assumam a proteção da rota estratégica. “Vão até o estreito, tomem controle, protejam e usem”, declarou.

Nas últimas semanas, Trump tem criticado aliados da OTAN e outros países por não apoiarem a campanha militar contra o Irã.

Ao justificar a ofensiva, o presidente voltou a afirmar que Teerã estaria tentando reconstruir seu programa nuclear em locais diferentes dos já atingidos. “O regime buscava reconstruir seu programa nuclear em outro lugar, deixando claro que não pretendia abandonar a intenção de obter armas nucleares”, disse.

“Permitir que esses terroristas tenham uma arma nuclear seria uma ameaça intolerável”, completou, ao defender a operação militar iniciada em conjunto com Israel.

Trump não detalhou quando pretende encerrar a ofensiva nem se haverá envio de tropas terrestres ao Irã, apesar do reforço militar dos Estados Unidos no Oriente Médio. Também não comentou a situação da relação com a OTAN após críticas recentes à falta de apoio dos aliados.

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