quarta-feira, outubro 28, 2026
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Policiais militares perdem cargos após condenação por esquema de empréstimos ilegais e violência em RO

Outros integrantes da organização criminosa também foram condenados. Penas passam de 21 anos de prisão.

Três policiais militares foram condenados e perderam os cargos por participação em um esquema de empréstimos ilegais e cobrança de dívidas com uso de ameaças e violência em Rondônia. Além deles, outros integrantes de uma organização criminosa também foram condenados.

A decisão faz parte da Operação Soldados da Usura, conduzida pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO). Os réus foram condenados por crimes como organização criminosa, usura, extorsão, falsidade ideológica e coação no curso do processo.

As penas variam de acordo com a participação de cada um e chegam a mais de 21 anos de prisão em regime fechado. Há ainda condenações superiores a 17, 15 e 14 anos de reclusão.

A Justiça também determinou o pagamento de indenizações às vítimas e fixou uma indenização por dano moral coletivo de R$ 100 mil, valor que será destinado ao Fundo de Reconstituição de Bens Lesados (FRBL).

Operação Soldados da Usura

Objetos apreendidos durante Operação Soldados da Usura em RO — Foto: MP-RO

A Operação Soldados da Usura foi deflagrada em fevereiro de 2025 e teve como alvo uma organização criminosa suspeita de praticar empréstimos ilegais, cobrar juros abusivos e usar violência para forçar o pagamento das dívidas.

Na primeira fase da operação, três policiais militares e outras seis pessoas foram presas preventivamente, suspeitas de liderar e lucrar com o esquema. Segundo o MP, mesmo após as prisões, parte do grupo que permaneceu em liberdade continuou atuando.

A segunda etapa da ação aconteceu em Porto Velho e Buritis. Ao todo, o objetivo é cumprir sete mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão. Também foram bloqueados bens, veículos e valores que somam mais de R$ 2,7 milhões.

As investigações apontam que os suspeitos agiam de forma extremamente agressiva, utilizando armas de fogo, ameaças e violência física para forçar as vítimas a pagar empréstimos com juros abusivos.

Na primeira fase da operação, três policiais militares e outras seis pessoas foram presas preventivamente, suspeitas de liderar e lucrar com o esquema. Segundo o MP, mesmo após as prisões, parte do grupo que permaneceu em liberdade continuou atuando.

A segunda etapa da ação aconteceu em Porto Velho e Buritis. Ao todo, o objetivo é cumprir sete mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão. Também foram bloqueados bens, veículos e valores que somam mais de R$ 2,7 milhões.

As investigações começaram após uma denúncia feita à Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Rondônia contra policiais militares, apontando indícios de crimes de usura (cobrança de juros excessivos) e extorsão.

De acordo com o Ministério Público, o grupo é suspeito de cometer crimes como lavagem de dinheiro, estelionato, falsidade ideológica, entre outros, que ainda estão em apuração.

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