
COLUNAS (RE)PUBLICADAS
ERREI: No dia 27 citei o sr. Bohemundo Álvares Afonso como pai do historiador Esron Penha de Menezes. O pai dele foi o cidadão Esron de Menezes Leite
Esron: “E qual das casas é a minha?
CAUSOS DO ESRON
Muitas vezes a conversa de quase todas diárias na área em frente à casa do historiador e jornalista Esron Menezes, “viajava” do fato histórico que ele conviveu com causos que dávamos muitas risadas, mas que, no fundo mesmo eram passagens sérias.
Às vésperas de casar o Esron foi encarregado de acompanhar a construção do conjunto “Caiari” e da distribuição delas. “O coronel Aluízio Ferreira, então diretor da ferrovia Madeira-Mamoré o encarregou de uma lista e a cada nome seria entregue uma chave. “Desde o notei que faltava uma chave, mas quando eu perguntava dele dizia que era para um amigo e encerrava a conversa por aí, dizendo que não confiava que eu fosse mesmo casar”.

Conjunto “Caiari”, década de 1940
“Aluguei uma casa e transferi para lá os móveis, e no dia do casamento eu estava com uma malária, mesmo assim fui casar. Acabada a cerimônia fomos andando e o coronel Aluízio veio me cumprimentar, meteu a mão no bolso e me entregou a chave dizendo que temia que eu deixasse a noiva no altar”.
De outra feita o Esron foi mandado ao Rio de Janeiro em companhia de um funcionário do governo, e lá esse seu amigo conheceu uma jovem que fora a primeira Miss Porto Velho (1917), e desse conhecimento surgiu uma aproximação e o Esron foi encarregado de pedir autorização da mãe para o namoro dos dois.

Brasil, campeão de 1958. De pé: Técnico Vicente Feola, Djalma Santos, Zito, Belini (com a taça), Nilton Santos Orlando e Gilmar; agachados Garrincha, Didi, Pelé, Vavá, Zagalo e o massagista Paulo Amaral
“Não sei se eu errei o pedido mas quando soube da possibilidade da filha retornar a Porto Velho, a pretendida futura sogra deu um “não” e, apesar da moça ter mais de 30 anos o namoro que não existiu terminou por aí.
Tem muitos causos do Esron mas só gosto de rir quando lembro desses dois e mais o da final da Copa do Mundo de 1958. Ele e mais um grupo de notívagos foram para o clube “Bancrévea”. O Brasil vinha embalado: vencera 3 dos cinco jogos, 11 gols e só dois contra. “O jogo foi pela manhã e aqui “Porto Velho” não tinha nem emissora de rádio. Aqui escutávamos pelas rádios “Nacional” e Tupy”.
Na época a estática prejudicava muito o som e muitas vezes confundia a recepção. “De repente “Gol”. Vibramos, soltamos foguetes foi quando chegou um membro do grupo que se atrasara e gritou que nós festejamos foi o primeiro gol da Suécia (final Brasil 5×2). Todas as vezes que o Esron contava ele ria muito.
A partir da década de 1960 Esron passou a escrever um coluna no jornal “O Guaporé”, fundado em 1952 para dar apoio ao deputado federal Aluízio Ferreira – na época o Território tinha outros dois jornais, o “Alto Madeira” circulando desde 1917 e o “Imparcial” em Guajará-Mirim.

Coluna “História Antiga”, assinada por CEM, o Capitão Esron Menezes, no Alto Madeira





















