Médicos não souberam explicar causa da morte do pequeno Matheus. Polícia investigará o caso
Diversas idas ao hospital, três diagnósticos diferentes e uma notícia que a mãe do pequeno Matheus, de 2 anos, Pollyana Guedes, não esperava receber: a morte do filho. Os médicos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Engenho Novo, na Zona Norte do Rio, não souberam explicar a causa do falecimento do garoto, quando questionados. O caso será investigado pela polícia.
Na semana seguinte, Matheus não apresentou melhora. Foi, novamente, nessa quarta-feira (12), encaminhado à unidade de saúde, onde foi informado que, por ter 2 anos, não poderia estar com bronquiolite. Passaram três nebulizações de meia em meia hora e garantiram que ele apresentava um quadro de asma. Ainda orientaram uma medicação na veia.
“O remédio ajudaria ‘abrir’ os brônquios. Quando acabou o procedimento, me disseram para ir à sala de observação, onde ele faria mais nebulização. Lá, a médica avaliaria a situação novamente. Mas, quando cheguei na sala, ele já estava revirando os olhos”, lembrou a mãe. “Os médicos tentaram reanimá-lo, mas eu vi que ele já estava sem os movimentos. E eu vi que meu filho tinha morrido”, completa.
A Polícia Civil informou que foi realizada uma remoção para verificação do óbito. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde será feita uma perícia.
À reportagem, a coordenação da UPA confirmou que Matheus deu entrada no local na quarta, passou por atendimento e faleceu no fim da manhã. A coordenação também disse que aguarda a conclusão do laudo com as causas da morte. Em nota, a gerência da Clínica da Família Izabel dos Santos, informou que lamenta o falecimento do bebê.
Confira o documento na íntegra:
“A gerência da Clínica da Família Izabel dos Santos, no Engenho Novo, lamenta o falecimento do menino Matheus Guedes, que era paciente acompanhado na unidade.
No prontuário da criança – que tinha histórico de asma – consta atendimento no dia 22 de junho, devido a um quadro viral, com esforço respiratório e sem relato de febre. Na ocasião, foi prescrita a medicação indicada para o quadro.
Doze dias depois, em 5 de julho, Matheus foi levado à unidade apresentando sintomas condizentes com resfriado – tosse e coriza – e sem apresentar dificuldade respiratória ou febre, sendo prescrita a medicação indicada para o quadro. Entre aquela data e o dia 12 de julho, quando foi internado na UPA do Engenho Novo, não consta registro de retorno ou relato à clínica por agravamento do quadro.
A gerência da unidade está à disposição das autoridades policiais para colaborar com o esclarecimento do caso, que será avaliado também pela Comissão de Óbitos da Coordenação de Área da Secretaria Municipal de Saúde, como estabelece o protocolo.”
Fonte:Notícias ao Minuto





















