O Ministério Público do Rio Grande do Sul informou nesta sexta-feira (6) que recorrerá de decisões judiciais que negaram a renovação da transferência de 17 detentos transferidos do Rio Grande do Sul para penitenciárias federais fora do estado. Os presos fazem parte de um grupo de 27 líderes de facções retirados de presídios gaúchos durante a Operação Pulso Firme, no dia 28 de julho do ano passado.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul informou nesta sexta-feira (6) que recorrerá de decisões judiciais que negaram a renovação da transferência de 17 detentos transferidos do Rio Grande do Sul para penitenciárias federais fora do estado. Os presos fazem parte de um grupo de 27 líderes de facções retirados de presídios gaúchos durante a Operação Pulso Firme, no dia 28 de julho do ano passado.
O presos foram levados em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para presídios federais em Porto Velho, em Rondônia; Mossoró, no Rio Grande do Norte, e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. As penas deles somavam 1,2 mil anos.
As decisões que negaram os pedidos do MP de renovar as permanências de 17 detentos nas penitenciárias federais partiram de juízes da Vara de Execuções Criminais (VEC) de Porto Alegre. Magistrados das VEC de Canoas, Novo Hamburgo e Pelotas, além da Vara do Júri da capital, deferiram pedidos semelhantes.
“Todos os processos encontram-se devidamente instruídos, com elementos suficientes para a manutenção das medidas, prova disso é que vários juízes de comarcas do interior do estado manifestaram-se pelo seu deferimento”, disse o subprocurador-geral Institucional, Marcelo Dornelles.
Segundo ele, o eventual retorno dos presos ao sistema penitenciário gaúcho dificultaria o combate a grupos criminosos do estado. “A transferência dos líderes de facções influenciou diretamente na redução do número de homicídios em locais onde estes grupos atuam especialmente na Região Metropolitana de Porto Alegre, conforme dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública”, argumenta.



















