A moradora de Jundiaí (SP) que foi baleada durante um bloco de carnaval em São Paulo, no domingo (16), está se recuperando da cirurgia à qual foi submetida. A informação foi confirmada pelo marido da cabeleireira Danieli Vitti, de 27 anos.
Cinco pessoas ficaram feridas durante um assalto, por volta das 17h30, na altura do número 900 da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, na capital. Entre os feridos estavam três foliões (sendo duas mulheres de Jundiaí) e dois suspeitos.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, um policial civil reagiu ao assalto e disparou contra um homem, dando início à confusão. Um vídeo feito com um celular mostra as vítimas baleadas caídas no chão e sendo atendidas.
Danieli está internada no Hospital das Clínicas de São Paulo. O marido da jovem, Wellington Alves Romano, disse que ela entrou na sala de cirurgia às 17h de segunda-feira (17). Por volta das 2h30 desta terça-feira (18), ele conversou com um médico, que informou que a cirurgia estava correndo bem.
O procedimento terminou no meio da madrugada. Segundo Wellington, a cabeleireira está se recuperando e aguarda para ser transferida para o quarto. O estado de saúde dela é estável.
inda de acordo com o marido, Danieli precisou fazer uma reconstrução do fêmur, já que o osso quebrou por conta do impacto da bala. Ela também teve que passar por uma cirurgia vascular.
Wellington contou que o casal se divertia no bloco quando a esposa foi ao banheiro. Em seguida, ele ouviu os disparos.
Em um vídeo enviado ao G1 antes do procedimento no Hospital das Clínicas, Danieli contou que estava no aguardo da cirurgia e que sofreu um grande susto com a situação.
O tiro que atingiu Danieli também feriu, de raspão, outra moradora de Jundiaí. Pâmela Goulart de Luca, de 25 anos, foi medicada e já teve alta. Além das duas mulheres, um homem de 32 anos também foi baleado e continua internado em São Paulo.
Os dois suspeitos de envolvimento no assalto, que também foram baleados, tiveram a prisão preventiva decretada. Um deles foi medicado e liberado, enquanto o outro continua internado. Eles foram identificados como Jonathan e Pedro Henrique.
Depoimento do policial
Na segunda-feira, o policial contou aos investigadores em depoimento que estava indo encontrar um amigo, e não participando do bloco, quando sofreu a tentativa de assalto.
Ele disse ter sido cercado por seis indivíduos e agredido. Além disso, afirmou que, quando os assaltantes tentaram roubar os seus pertences, ele se identificou como policial.
Neste momento, segundo ele, os criminosos tentaram pegar a sua arma e, por isso, ele reagiu. O policial relatou que ouviu tiros, mas não soube informar de onde vieram. Os bandidos conseguiram levar uma corrente de ouro, dinheiro e o celular da vítima.
Além de Jonathan e Pedro Henrique, a polícia afirma ter identificado três comparsas suspeitos de participação no assalto. Eles foram encontrados por meio das redes sociais dos dois suspeitos feridos, foram reconhecidos pelo policial civil e estão sendo procurados.
De acordo com o governador João Doria (PSDB) e o secretário de Segurança Pública do estado, general João Camilo de Campos, a Corregedoria da Polícia Civil acompanha o inquérito. Doria defendeu a ação do policial civil e disse que ele “agiu como deveria ter agido para proteger as pessoas”.






















