O envio do chefe máximo da facção criminosa PCC, Marco Camacho, 51, o Marcola, ao presídio federal de Porto Velho (RO) contrariou o desejo inicial de autoridades do Judiciário e do Ministério Público de São Paulo.
Eles preferiam que o destino do criminoso fosse unidade prisional longe da fronteira, em razão do temor de que ele poderia fugir para outro país. O presídio de Porto Velho fica a 160 km da Bolívia, país com forte presença do PCC.
O pedido de transferência de Marcola e da cúpula da facção ao sistema federal foi feito pela Promotoria após a descoberta de um plano de resgate de presos de Presidente Venceslau (SP) por mercenários.
O próprio pedido do Ministério Público de São Paulo afirma que os mercenários estavam sendo “treinados nas fazendas dele [um dos chefes do PCC] na Bolívia, os quais seriam originários de várias nacionalidades, inclusive soldados africanos com expertise no manuseio de armamento pesado e explosivos”.
Isso explica porque parte da cúpula da Segurança de São Paulo ouvida pela Folha afirmava acreditar que Marcola ficaria em Brasília quando ele embarcou em avião das Forças Armadas na quarta (13).
Esse era considerado o destino ideal por integrantes do Judiciário e Promotoria, que também apontavam como possibilidade Mossoró (RN).




















