Em reunião do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Sul, o vice-presidente do PT Nacional, Alexandre Padilha, e o presidente do PT-RS, Pepe Vargas, conclamaram a militância a participar de um movimento de resistência que terá como marco inicial o dia 13 de janeiro, Dia Nacional de Mobilização.
Porto Alegre irá receber militantes a partir do dia 20 de janeiro, quando será instalado um acampamento do MST e a cidade irá recepcionar a chegada de caravanas de diversos municípios e estados, às vésperas do julgamento do ex-presidente Lula, marcado para o dia 24 de janeiro, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).
Para dar respaldo à militância, o PT escalou, de acordo com informações da coluna Painel, da Folha de S. Paulo, uma comitiva de advogados que ficará de prontidão para oferecer suporte jurídico no caso de confrontos ou prisões.
A decisão revela a preocupação de dirigentes do partido e dos movimentos de esquerda com o que eles têm chamado de “reação radicalizada” da base do partido à possível condenação do ex-presidente na segunda instância.
Apesar da medida, as cúpulas do PT e dos movimentos de esquerda têm feito apelos para que os atos sejam pacíficos, mas admitem que o clima de revolta pode tornar a massa incontrolável. Sedes do Poder Judiciário e de meios de comunicação são vistos como potenciais alvos de ataques.
A agenda de mobilização continua no dia 22, quando juristas brasileiros e estrangeiros de renome realizarão um grande debate público com o objetivo de discutir o processo movido contra Lula.
No dia seguinte, as secretarias de mulheres do Partido dos Trabalhadores promoverão ato com a presença da ex-presidente Dilma Rousseff e da ex-ministra Eleonora Menicucci.
Na mesma data, Dilma também abrirá uma ‘vigília’, no Parque Harmonia, em frente ao TFR-4.
Há algumas semanas, a Justiça Federal em Porto Alegre decidiu proibir um acampamento que o Movimento dos Sem Terra (MST) pretendia fazer no parque, mas liberou o local para manifestações, com preferência para os grupos que apoiam o ex-presidente. O MST negocia com as autoridades da capital gaúcha outro local para o acampamento.
Um dia após o julgamento, dia 25, ocorrerá um grande ato político-cultural. “Vamos provar que este processo é uma farsa e que Lula tem direito de ser presidente de novo”, reforça Pepe.
“O TRF-4 será uma das batalhas que enfrentarmos neste 2018”, ressalta Padilha, lembrando que o ano que se inicia será um de mobilização e vigília constantes. “É por isso que, no dia 25, o PT reunirá seu Diretório Nacional e parlamentares de todo o país para reafirmar o nome de Lula como única opção para a candidatura à Presidência da República nas eleições de outubro”.






















