sexta-feira, março 13, 2026
Início Brasil Política Sem reduzir desemprego, Bolsonaro reconhece dificuldade em seu governo

Sem reduzir desemprego, Bolsonaro reconhece dificuldade em seu governo

Em pronunciamento em cadeia nacional, em razão do Dia do Trabalho, o presidente não anunciou nenhuma medida nova para conter o desemprego

Sem conseguir reduzir a taxa de desemprego, o presidente Jair Bolsonaro reconheceu nesta quarta-feira (1º) que o seu mandato enfrenta “dificuldades iniciais” e creditou o obstáculo às diferenças ideológicas com governos anteriores.

Em pronunciamento em cadeia nacional, em razão do Dia do Trabalho, ele não anunciou nenhuma medida nova e só se referiu à data uma vez em seu discurso. No primeiro trimestre, a taxa de subutilização da força de trabalho bateu recorde.

“O caminho é longo. Eu sei que unidos ultrapassaremos essas dificuldades iniciais, que são naturais nas transições de governo. Especialmente se as concepções politicas forem antagônicas”, disse.

Segundo ele, o Brasil elegeu a “esperança”, razão pela qual o presidente disse que estará sempre atento para não decepcionar a população. Ele ressaltou que o compromisso de seu governo é com a liberdade econômica.

Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na terça-feira (30), ao todo, 13,4 milhões de brasileiros procuravam emprego no primeiro trimestre deste ano.

A taxa de subutilização da força de trabalho chegou a 25%. Isso significa que 28,3 milhões de brasileiros não trabalharam ou trabalharam menos do que gostariam no período. É o maior índice desde o início da série histórica da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) Contínua, iniciada em 2012.

Em dois minutos de discurso, Bolsonaro ocupou a maior parte do tempo para detalhar iniciativa anunciada na terça-feira (30), batizada de “medida provisória da liberdade econômica”, fazendo um afago aos empreendedores.

Na recessão, a atividade acabou ganhando relevância no sustento das famílias brasileiras. O objetivo da iniciativa lançada pelo governo foi, segundo o presidente, simplificar os negócios.

“Esse é o compromisso do meu governo com a plena liberdade econômica, única maneira de proporcionar, por mérito próprio e sem interferência do Estado, o engrandecimento da população”, disse.

Pelo texto, atividades de baixo risco para subsistência serão poupadas de burocracia, como a exigência de licenças, alvarás e registros.

A medida também limita a atuação de servidores públicos. As agências regulatórias e outros órgãos federais, por exemplo, deverão avaliar o impacto econômico de novas exigências sobre os negócios antes de baixar normas.

Além disso, ela formaliza a “aprovação tácita”, prática segundo a qual vale a autorização caso o órgão público não responda em tempo. Há outras iniciativas, como a previsão de livre fixação de preços de produtos e serviços.

Segundo o presidente, a iniciativa “dá garantias de livre mercado” à atividade de empreendedores.

Comentários

Deixe seu comentário