O mandato de Alexandre Campello no Vasco pode terminar ainda nesta segunda-feira. Segundo apuração do GloboEsporte.com, o presidente pretende renunciar ao cargo caso o Conselho Deliberativo decida instaurar uma comissão de sindicância para investigá-lo.
A reunião que promete agitar ainda mais os bastidores do clube ocorre nesta noite, às 20h, na sede náutica da Lagoa.
Campello vê a situação como política, sabe que caso a sindicância seja aberta operações financeiras seriam inviabilizadas e aumentariam a asfixia do clube e quer se antecipar.
– Eu não sei o que vai acontecer. O Conselho vai decidir aquilo que, eu espero que decida o que é melhor para o Vasco. Até porque o que vai se discutir lá é inexpressivo. Quem não deve não teme. Estão investigando todos os documentos há um ano e meio e não pegaram nada. Eu vou entrar e sair da reunião sendo a mesma pessoa – disse Campello, em coletiva de apresentação do novo diretor executivo de futebol, André Mazzucco.
Uma reunião da diretoria está marcada para o início da tarde, onde Campello vai discutir com aliados a renúncia. Além disso, a ideia é alinhar a estratégia para enfrentar a reunião à noite. A situação, porém, é complicada: grupos de oposição, como Identidade Vasco e Sempre Vasco, já definiram que votarão a favor da abertura da sindicância.
O que acontece após a renúncia?
Em caso de renúncia, será necessária a convocação de novas eleições, já que o cargo de presidente ficou vago na primeira metade do mandato de Campello, como prevê o estatuto do Vasco. Se o afastamento ocorresse depois de 22 de julho, quem assumiria seria o primeiro vice-presidente geral, Elói Ferreira, membro do grupo Identidade Vasco.
Em carta publicada nesta segunda-feira, o grupo Sempre Vasco defendeu a realização de eleições diretas. Entretanto, com a renúncia, a nova eleição seria feita somente no Conselho Deliberativo. Até lá, quem assume o clube de forma interina é Roberto Monteiro, presidente do Conselho Deliberativo.






















