quarta-feira, outubro 14, 2026
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Morre Ayres Rocha, ícone do jornalismo no Acre

O comunicador de 62 anos não resistiu a um cancro e foi alvo de homenagens pela sua trajetória de mais de três décadas na televisão.

O clube de futebol Rio Branco manifestou publicamente o seu pesar pelo falecimento do jornalista e apresentador Ayres Rocha, de 62 anos, ocorrido na madrugada desta quarta-feira, na capital acreana. O comunicador encontrava-se a realizar tratamentos oncológicos na cidade de João Pessoa, tendo regressado ao Acre há cerca de um mês, mas acabou por não resistir à progressão da doença.

As cerimonias fúnebres decorrem a partir das 10 horas desta quarta-feira, na capela da Funerária São João Batista, em Rio Branco. Com um percurso de mais de três décadas na televisão, Ayres Rocha consagrou-se como um dos nomes mais emblemáticos da comunicação local, assumindo durante vários anos a condução do Jornal do Acre 2ª Edição. Em 2019, o jornalista representou o seu estado na edição especial comemorativa dos 50 anos do Jornal Nacional. O seu percurso profissional terminou formalmente em novembro de 2024, altura em que se aposentou, deixando uma marca de rigor e uma forte ligação aos telespectadores.

O legado da comunicação na Amazônia ocidental

A trajetória de profissionais históricos como Ayres Rocha ilustra a importância do telejornalismo na integração territorial da Amazônia ocidental. A estrutura televisiva onde o jornalista construiu a sua carreira atua em toda a região Norte, sendo também o principal veículo de comunicação no estado de Rondônia. O trabalho diário destes comunicadores pioneiros revela-se fundamental para ligar os municípios do interior às capitais como Porto Velho e Rio Branco.

Dar voz às populações amazônicas implica relatar desafios logísticos, ambientais e sociais de uma região vasta e muitas vezes esquecida pelos grandes centros de decisão. A perda de uma figura central no estado vizinho do Acre ressoa inevitavelmente entre os profissionais de imprensa rondonienses, que partilham o mesmo dever de informar comunidades historicamente isoladas, reforçando a identidade e a cultura partilhada entre os estados fronteiriços da bacia amazônica.

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