sábado, outubro 10, 2026
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Copiloto tentou jogar avião contra aeroporto em Israel em ataque inspirado no 11 de Setembro

Investigação revela que atentado em voo da flydubai foi premeditado; tripulação e passageiros lutaram para evitar a tragédia.

Selfie de um homem jovem com barba, vestindo uniforme de piloto com gravata, sorrindo levemente. Ao fundo, é possível ver parte do motor e do trem de pouso de um avião na pista.

O copiloto que atacou o comandante de um voo da companhia aérea flydubai havia planejado jogar a aeronave contra o terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Ben Gurion, perto de Tel Aviv, em Israel. Segundo investigações preliminares das autoridades dos Emirados Árabes Unidos (EAU), o plano tinha o objetivo de replicar os atentados de 11 de Setembro de 2001.

O suspeito, identificado como o omaní Hamam al-Hammami, de 29 anos, foi contido pelo comandante e por passageiros antes que pudesse consumar o ataque terrorista. O incidente ocorreu a bordo do voo FZ1073, que fazia a rota entre Dubai e Tel Aviv no dia 30 de setembro.

O ataque na cabine e a queda abrupta

Durante o voo, o copiloto tentou assumir o controle da aeronave, provocando uma queda vertiginosa de 4.900 metros (16.000 pés) em apenas 30 segundos. Ele atacou o comandante de nacionalidade indiana com um machado de emergência mantido na cabine para situações de crise.

Apesar de ferido, o piloto conseguiu abrir a porta da cabine. Isso permitiu que a tripulação e os passageiros — em sua maioria israelenses — invadissem o local e dominassem o agressor após uma intensa briga. A ação rápida forçou um pouso de emergência na Arábia Saudita, país que também abriu uma investigação de segurança independente sobre o caso.

Planejamento e histórico do suspeito

De acordo com o procurador-geral dos EAU, Hamad Saif al Shamsi, o copiloto agiu com o objetivo de “causar a maior perda de vidas possível”. As apurações apontam que Al-Hammami utilizou dois voos anteriores a Tel Aviv apenas para se familiarizar com a rota e a infraestrutura do aeroporto israelense. O documento oficial do Ministério Público classificou a ação como “um complô premeditado com objetivo terrorista”.

A procuradoria informou que o suspeito cumpria todos os requisitos profissionais e de segurança exigidos, incluindo licenças e certidão de bons antecedentes. Ele ingressou na flydubai em janeiro de 2026, após passagens pela Oman Air e Royal Air Maroc.

Após o ataque frustrado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, elogiou a bravura do comandante e dos passageiros, ordenando uma revisão exaustiva nos protocolos de segurança da aviação civil estrangeira com destino ao país.

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