O jornal britânico The Economist publicou nesta segunda-feira (5) uma reportagem sobre o resultado do 1º turno das eleições presidenciais. A publicação avalia que o cenário é mais favorável ao candidato do PL, Flávio Bolsonaro, e aponta uma possível vitória do grupo bolsonarista, considerando a vantagem obtida nas urnas. Com 99,99% das urnas apuradas, Flávio registrava 47,03% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha 45,16%.
O periódico destaca que, desde a redemocratização do Brasil, em 1985, nenhum candidato que terminou o 1º turno em 2º lugar conseguiu reverter o resultado na etapa final da disputa. A reportagem também menciona a consolidação do PL como a maior bancada na Câmara dos Deputados e a eleição de 28 representantes para o Senado Federal.
De acordo com o jornal, a campanha do presidente Lula é prejudicada pela insatisfação popular com a economia, impulsionada pelos juros altos, pela perda de credibilidade fiscal e pelo aumento do custo de vida. A publicação também cita o afastamento de eleitores de centro e os recentes escândalos de corrupção, que alimentam o sentimento anti-establishment.
“Apesar de Lula não estar diretamente envolvido no escândalo, ele acabou sendo afetado, já que tem estreita ligação com Alexandre de Moraes, juiz do Supremo Tribunal Federal ligado a Vorcaro, que também supervisionou o processo contra Bolsonaro”, afirma a reportagem.
Para reverter o quadro, o jornal avalia que Lula precisaria trabalhar para reduzir a abstenção, atrair votos de candidatos que não avançaram para o 2º turno e ampliar o uso da máquina pública para aprovar medidas de apelo popular antes da votação.
Fonte: Gazeta Brasil




















