terça-feira, março 17, 2026
Início Internacional Morte de jornalista russo foi ‘crime covarde’, diz União Europeia

Morte de jornalista russo foi ‘crime covarde’, diz União Europeia

Parlamento Europeu exige uma transparência total sobre o assassinato de Babchenko

Nesta quarta-feira (30), a União Europeia (UE) qualificou a morte do jornalista dissidente russo Arkadi Babchenko, reconhecido crítico do Kremlin morto a tiro na terça-feira (29) em Kiev, como um “crime covarde”, pedindo uma “investigação rápida e transparente” sobre o caso.

“Este crime é um novo ataque contra a liberdade de imprensa, contra os jornalistas que protegem os nossos valores e as nossas democracias”, declarou o presidente do Parlamento Europeu (PE), o italiano Antonio Tajani, numa sessão plenária em Estrasburgo, na França.

“O Parlamento Europeu exige uma transparência total sobre o assassinato de Babchenko, que os culpados sejam punidos, bem como aqueles que patrocinaram esta morte”, acrescentou Tajani.

A chefe da diplomacia da UE, a também italiana Federica Mogherini, foi outra das vozes comunitárias que falou sobre a morte do jornalista russo.

Num comunicado, a porta-voz da Alta Representante da UE para a Política Externa e Política de Segurança referiu que Mogherini pediu “um inquérito rápido e transparente para que os responsáveis deste crime sejam levados à justiça”, tendo ainda endereçado “as condolências” da UE à família de Babchenko.

O Conselho da Europa também instou hoje a Ucrânia a conduzir uma “investigação exaustiva” para “identificar e punir” os responsáveis pela morte do profissional.

De acordo com a comissária do Conselho da Europa para os Direitos Humanos, Dunja Mijatovic, “as autoridades ucranianas têm a obrigação legal de realizar uma investigação efetiva sobre esse assassinato”.

O jornalista e escritor russo Arkadi Babchenko, um reconhecido crítico das políticas do Presidente russo, Vladimir Putin, foi morto com tiros nas costas na terça à noite na capital ucraniana, Kiev.

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