segunda-feira, abril 6, 2026
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Acadêmicos protestam contra violência depois de universitária ser agredida por companheiro em RO

De acordo com a delegada de polícia Fabiana May Brandani, o suspeito foi preso em flagrante. Manifestação reuniu acadêmicos de várias faculdades.

Uma acadêmica foi agredida pelo companheiro enquanto estava dentro de uma faculdade particular em Cacoal (RO), município a 480 quilômetros de Porto Velho. O crime ocorreu no início da semana e chocou a comunidade estudantil.

Para demostrar a indignação pelo ato, os acadêmicos se uniram e na noite de quarta-feira (25) e realizaram um manifesto em frente a universidade, contra a violência praticada nas mulheres. De acordo com a delegada de polícia Fabiana May Brandani, o suspeito foi preso em flagrante e autuado com base na Lei Maria da Penha.

A delegada contou que a jovem estava dentro da faculdade, quando o homem chegou ao local, passou a ameaçá-la de morte e a segurando pelos cabelos, a obrigou a entrar em um carro. Toda a ação foi presenciada por outros acadêmicos, que acionaram a Polícia Militar (PM).

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Delegada Fabiana May Brandani diz que o suspeito foi preso em flagrante  (Foto: Lya Garcia/Arquivo pessoal)

Delegada Fabiana May Brandani diz que o suspeito foi preso em flagrante (Foto: Lya Garcia/Arquivo pessoal)

“A PM conseguiu resgatar a vítima e foi realizado o flagrante contra esse agressor. Atualmente, ele está preso, pois o delegado entendeu que haviam elementos para a prisão pelo crime de lesão corporal e ameaça. Diante da gravidade dos fatos, representou pela prisão preventiva do agressor”, disse a delegada.

Diante de toda a indignação que o ato agressivo causou aos acadêmicos, um manifesto foi promovido em frente a faculdade, contra a violência praticada nas mulheres. Acadêmicos de várias instituições da cidade se uniram e com cartazes, utilizando roupas pretas e palavras de repúdio a violência praticada contra as mulheres, foram para frente da instituição de ensino onde a jovem estuda.

Apesar de não estudar na mesma faculdade que a vítima, a acadêmica de direito Lya Garcia, de 22 anos, se solidarizou com a situação da jovem e se juntou ao manifesto. Ela conta que a ação foi organizada em um grupo de WhatsApp e que os participantes não se conheciam, mas se reuniram pela causa.

'Nós nos unimos para que isso causasse impacto e que as pessoas entendam que isso não é natural e não pode ser aceito', diz uma estudante (Foto: Lya Garcia/Arquivo pessoal)

‘Nós nos unimos para que isso causasse impacto e que as pessoas entendam que isso não é natural e não pode ser aceito’, diz uma estudante (Foto: Lya Garcia/Arquivo pessoal)

“Entendemos que essa situação chamou muita atenção por ter ocorrido próximo de nós, mas são agressões recorrentes e a sociedade fing que não está acontecendo, que é algo natural uma mulher estar submissa de tal forma ao homem. Nós nos unimos para que isso causasse impacto e que as pessoas entendam que isso não é natural e não pode ser aceito”, destacou.

A violência praticada contra a mulher é crime. Em Cacoal existe a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam). O setor de registro de ocorrências funciona 24h.

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