Duas pessoas foram presas neste fim de semana durante a “Operação Fronteira Viva”, realizada pela Polícia Federal (PF) em uma região de preservação ambiental onde vivem milhares de búfalos invasores, alvo de uma ação judicial milionária em Rondônia. Com os suspeitos, foram encontradas armas, munições e chifres desses animais.
A ação foi concentrada na Baía Rica, localizada, foz do Rio Branco, em São Francisco do Guaporé (RO). A região concentra as unidades de conservação: a Reserva Biológica (Rebio) Guaporé, a Reserva Extrativista (Resex) Pedras Negras e a Reserva de Fauna (Refau) Pau D’Óleo; o encontro entre três biomas: a Floresta Amazônica, o Pantanal e o Cerrado.
Durante a operação, foram realizadas buscas em embarcações, onde foram encontrados armamentos, munições e equipamentos de pesca proibidos.
Segundo especialistas, a presença dos búfalos nas unidades de conservação funciona como um vetor de caça para a região. Essa é uma das principais preocupações dos órgãos de controle, já que as áreas são protegidas por lei. As reservas biológicas, por exemplo, são a categoria de proteção ambiental mais restritiva em Rondônia.
O caçador vem para caçar o búfalo e vê outras espécies nativas. Em diversas operações de fiscalização para combate à caça, nós pegamos caçadores com uma grande quantidade de búfalo, mas com várias espécies nativas: cervo, jacaré, tatu, o que eles encontram”, comenta o analista ambiental do ICMBio, Wilhan Cândido.





















