O deputado federal eleito Jaime Gazola e o senador eleito Fernando Máximo firmaram um acordo estratégico com Henrique Prata, presidente do Hospital de Amor, para destinar 40 milhões de reais todos os anos à manutenção dos serviços da instituição no estado de Rondônia. A medida procura blindar o financiamento da unidade de saúde face às oscilações políticas e garantir a prestação contínua de cuidados médicos à população.
A iniciativa visa oferecer um suporte financeiro robusto à unidade hospitalar, que é uma referência nacional e regional no tratamento de pacientes com cancro. O objetivo principal do aporte milionário é assegurar que o acolhimento e as terapias oferecidas aos doentes rondonienses prossigam sem qualquer tipo de interrupção, independentemente das transições nos cargos de representação do estado no Congresso Nacional.
Prioridade à saúde e assistência contínua
Na perspetiva de Fernando Máximo, o acordo estabelecido pretende transmitir segurança aos pacientes, garantindo que o ciclo de tratamentos e o suporte psicológico não sejam postos em causa por eventuais mudanças nos ciclos políticos. O senador eleito sublinhou que quem enfrenta um diagnóstico oncológico necessita de esperança e não de incertezas, assegurando que o polo hospitalar não ficará desamparado pelas lideranças da região.
Durante o anúncio, o parlamentar reforçou que a saúde e a vida dos cidadãos devem prevalecer sobre qualquer conjuntura partidária. Este compromisso público atesta a intenção dos novos representantes em atuar de forma articulada com a direção do hospital, promovendo a sustentabilidade orçamental do projeto e a qualidade do atendimento especializado oferecido aos cidadãos.
A importância do polo oncológico em Rondônia
A manutenção e a estabilidade do Hospital de Amor assumem um papel vital para a rede de saúde pública no estado de Rondônia. Antes da consolidação desta infraestrutura na região amazónica, milhares de pacientes viam-se obrigados a percorrer milhares de quilómetros até ao estado de São Paulo, enfrentando o desgaste físico de viagens exaustivas e o distanciamento do núcleo familiar para conseguirem realizar sessões de quimioterapia e radioterapia.
A garantia desta verba anual permite que as famílias do interior rondoniense e das comunidades ribeirinhas continuem a ter acesso a cuidados médicos de excelência perto de casa. Esta descentralização do atendimento de alta complexidade alivia o sistema de saúde local e oferece uma verdadeira rede de segurança e dignidade à população durante um dos momentos mais vulneráveis da vida humana.















