domingo, março 29, 2026
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Nível do Rio Madeira volta a subir, chega da 16,47m desalojando mais famílias em Porto Velho

Os moradores que vivem em área de risco de alagamento em Porto Velho continuam sendo retirados de suas residências devido a cheia do Rio Madeira.

No sábado (24), a água chegou a várias casas na Rua Limeira, Bairro São Sebastião II, isolando as famílias da localidade. Neste domingo (25), o nível do rio chegou a 16,47 metros.

Desde o dia 19 de janeiro deste ano, quando a prefeitura decretou estado de alerta, 22 famílias tiveram que ser desalojadas e as casas demolidas por apresentarem riscos. Segundo a Defesa Civil, já era esperado esse aumento do rio. Outro fator que também ajudou a desalojar algumas famílias foram as chuvas em Porto Velho nos últimos dias, pois aumentou o nível do igarapés que desaguam no Rio Madeira.

“Nós já estávamos esperando a chegada desse volume e água, devido ao monitoramento que temos feito. Então, além de retirar as famílias das áreas de risco, nós estamos demolindo as casas para que elas não voltem a ser habitadas. Com esse aumento do rio, nossa equipe foi a campo e está atendendo as famílias. Na área urbana, os mais afetados foram as famílias da Rua Limeira, no São Sebastião II”, disse Marcelo Santos, diretor da Defesa Civil Municipal.

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Ainda segundo levantamento da Defesa Civil, parte dos moradores que saiu de sua residência já foi contemplada com apartamentos nos conjuntos habitacionais populares e outra foi para casa de parentes.

Apesar da cheia, várias famílias não quiseram sair do local. Elas receberam água da Prefeitura. “O rio já está alto e ainda pode subir mais. Provavelmente, elas devem nos acionar hoje (domingo), para saírem do local”, diz Marcelo Santos.

No dia 15 de fevereiro deste ano, as águas do rio chegaram a Rua Rio Machado no Porto do Cai N’água, onde os caminhões carregam e descarregam mercadorias. Na Praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM) também já é possível ver a água se aproximando do deck de madeira. Nesta manhã, o cenário ainda era o mesmo já que o nível do rio ainda continua acima dos 16 metros.

Na comunidade de Boa Fé, no Médio Madeira, o terreno de uma residência foi isolado no último sábado (17) por causa do desmoronamento de terra provocado pelos banzeiros de água que está aumentando cada vez mais.

Baixo Madeira
O diretor da Defesa Civil informou que as famílias que residem nos distritos Boa Hora, Mutuns e Ressaca estão ilhados por causa do aumento das águas. A prefeitura disponibilizou barracas e água mineral para os moradores que foram afetados.

Na comunidade de Boa Fé, no Médio Madeira, o terreno de uma residência foi isolado por causa do desmoronamento de terra provocado pelos banzeiros de água que está aumentando cada vez mais.

Plano de Contingência
A Defesa Civil informou que, o plano já está sendo colocado em ação muito antes do anúncio da cota de alerta, 14 metros, com sinalização de locais vulneráveis a desbarrancamento e monitoramento de famílias em área de risco. Os dados do Sipam também foram adicionados ao plano.

Segundo Marcelo Santos, o plano contempla um conjunto de ações que envolvem todas as secretarias do município e do estado, além de outras organizações, com o objetivo de preparar o município contra uma nova inundação ou mesmo prestar socorro às famílias conforme houver necessidade.

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