segunda-feira, março 16, 2026
Início Destaque Servidores públicos que recebiam para fazer ronda em fazenda de RO são...

Servidores públicos que recebiam para fazer ronda em fazenda de RO são alvos da PF

Ao todo, 32 mandados de busca e apreensão, além de 5 mandados de prisão foram cumpridos em RO, MS e DF

Polícia Federal deflagrou a Operação Criptônimo

Uma milícia composta por servidores públicos e particulares foi desarticulada pela Polícia Federal (PF) durante uma operação em conjunto com a Polícia Civil e o Ministério Público de Rondônia (MP-RO), na manhã desta quinta-feira (17).

Ao todo, cinco mandados de prisão preventiva, um mandado de afastamento de função pública e 32 mandados de buscas foram cumpridos em Porto Velho, Ariquemes (RO), Vilhena (RO), Cassilândia (MS) e Brasília (DF).

Os presos, entre eles um advogado, serão ouvidos pela PF e “encaminhados para as unidades prisionais correspondentes”, onde permanecerão à disposição da Justiça.

Investigações

 

De acordo com a polícia, as investigações tiveram início em 2021, após a deflagração da operação Amicus Regem, quando se investigava uma organização criminosa especialista em fraudar processos judiciais de desapropriação de terras, causando prejuízo aos cofres do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Após as análises, a PF instaurou inquérito policial para apurar a organização da milícia, patrocinada pelos integrantes da mesma família, para garantir a posse sobre uma fazenda que vem sendo palco para inúmeros conflitos agrários no estado.

Para garantir a posse do imóvel, com cerca de 33 mil hectares, os seus proprietários contrataram servidores públicos do estado para que fossem feitas rondas pela região, para afastar os invasores e que o armamento de grosso calibre permanecesse na sede do imóvel.

A partir disso, a polícia descobriu que houve uma movimentação financeira superior a R$ 445 milhões, que comprovou o pagamento aos servidores contratados para fazer a segurança particular da propriedade.

Segundo a polícia, os investigados poderão responder pelos crimes de constituição, financiamento e integração de milícia particular e lavagem de dinheiro, cuja penas podem superar 20 anos de reclusão.

Operação Lamassu da PF — Foto: Divulgação
Operação Lamassu da PF — Foto: Divulgação
Comentários

Deixe seu comentário