Nesta sexta-feira (31), um jornal da Coreia do Sul informou que Pyongyang teria executado o emissário especial para os Estados Unidos, depois do fracasso da segunda cimeira entre os líderes norte-americano, Donald Trump, e norte-coreano, Kim Jong-un.
“Kim Hyok-chol foi executado em março no aeroporto de Mirim com quatro responsáveis do Ministério dos Negócios Estrangeiros, na sequência de uma investigação”, garantiu o jornal, que citou uma fonte não identificada.
O diário não revelou o nome das outras pessoas que teriam sido executadas.
Kim Hyok-chol era o correspondente do emissário norte-americano Stephen Biegun nas negociações preparatórias da cimeira de Hanoi.
O Ministério da Unificação sul-coreano, que se ocupa das questões intercoreanas, não fez qualquer comentário sobre o artigo do Chosun Ilbo.
O diário indicou ainda que a intérprete de Kim, Shin Hye-hong, foi enviada para um campo de presos, devido a um erro cometido durante a cimeira.
Aparentemente, a intérprete não traduziu a nova proposta de Kim Jong-un, quando Donald Trump declarou que “não havia acordo” e deixou a mesa das negociações, de acordo com o Chosun Ilbo, que citou uma fonte diplomática.
Trump e Kim encurtaram a cimeira de Hanoi, concluída sem qualquer acordo e sem uma declaração comum, devido à impossibilidade de um entendimento em relação ao desmantelamento dos programas nucleares de Pyongyang em troca de um levantamento das sanções econômicas impostas ao país asiático.
Desde então, o Norte realizou já dois testes de mísseis de curto alcance.
Kim Yong-chol, responsável do partido único no poder e correspondente norte-coreano do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, nas negociações sobre a questão nuclear, foi também enviado para um campo de trabalho, acrescentou o mesmo jornal.






















