quarta-feira, maio 20, 2026
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Porto Velho é a pior capital para se viver no Brasil, aponta relatório

Cidade aparece na última posição entre as 26 capitais e o Distrito Federal no ranking de qualidade de vida.

Porto Velho foi classificada como a pior capital para viver no Brasil, segundo o Índice de Progresso Social (IPS) 2026. A cidade rondoniense aparece na última posição entre as 26 capitais e o Distrito Federal no ranking de qualidade de vida.

🔎 O IPS é uma ferramenta internacional que mede o desempenho social e ambiental de países, estados e municípios. No Brasil, o levantamento avaliou os 5.570 municípios com base em 57 indicadores, divididos em três dimensões: necessidades humanas básicas, fundamentos para o bem-estar e oportunidades.

Na edição de 2026, Porto Velho recebeu 58,59 pontos, abaixo da média nacional, que foi de 63,40. Além de ocupar a última colocação entre as capitais, a cidade também não aparece entre os 15 municípios mais bem avaliados de Rondônia. Veja abaixo:

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Rankings das capitais com menores IPS do Brasil

CapitalUFIPSPosição no ranking
RecifePE63,2223
SalvadorBA62,1824
MaceióAL61,9625
MacapáAP59.6526
Porto VelhoRO58,5927

O município mais bem colocado de Rondônia é Rolim de Moura (62,85). Entre as capitais, Curitiba (PR) lidera com a melhor nota, seguida por Brasília (DF), São Paulo (SP), Campo Grande (MS) e Belo Horizonte (MG). Porto Velho aparece na última posição.

No ranking dos estados, Rondônia ocupa o 23º lugar, com média de 58,60 pontos, à frente apenas de Amapá, Acre, Maranhão e Pará.

Segundo o Censo de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Porto Velho tem 460.434 habitantes. Já a estimativa populacional mais recente, divulgada para 2025, apontou que a capital alcançou 517.709 moradores.

A capital rondoniense também enfrenta problemas históricos de infraestrutura. Há 10 anos, Porto Velho aparece na última posição do ranking de saneamento básico entre as 100 maiores cidades do país, levantamento divulgado pelo Instituto Trata Brasil.

De acordo com o estudo, apenas 9,89% da população tem acesso ao tratamento de esgoto, enquanto mais da metade dos moradores vive sem água tratada.

Porto Velho ocupa as piores posições em todas as categorias que envolvem o saneamento básico. São elas:

  • Acesso à água potável: centésimo lugar, a última colocação;
  • Acesso à coleta de esgoto: 96ª posição;
  • Volume de esgoto tratado sobre a água consumida: 98ª posição;
  • Investimento por habitante: 96ª posição.

 

Sobre o IPS Brasil

 

O IPS Brasil foi desenvolvido por uma rede colaborativa de instituições, liderada pelo Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), em parceria com a Fundação Avina, Amazonia 2030, Anattá Pesquisa e Desenvolvimento, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative.

Essa iniciativa subnacional tiveram como referência o IPS Amazônia desenvolvido pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) em 2014.

O Progresso Social foi definido por um grupo de especialistas acadêmicos e sintetizado pelo Social Progress Imperative como “a capacidade da sociedade em satisfazer as necessidades humanas básicas, estabelecer as estruturas que garantam qualidade de vida aos cidadãos e dar oportunidades para que todos os indivíduos possam atingir seu potencial máximo”.

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