quinta-feira, julho 2, 2026
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Governo Trump diz que PCC usa sistema financeiro americano para lavar dinheiro do tráfico

Sanção é primeira após EUA designarem facções do Brasil como terroristas; empresa portuguesa também foi bloqueada

O governo americano afirmou nesta quarta-feira, 1º, que o Primeiro Comando da Capital (PCC) explorava o sistema financeiro dos EUA para lavar dinheiro do tráfico de drogas. A facção é apontada pela gestão Trump como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental, com atuação também no Reino Unido, Turquia e Japão.

O governo americano ainda afirma que a facção representa uma ameaça crescente à segurança nacional devido por conta da atuação na lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e contrabando de dinheiro em espécie.

Dois brasileiros e três empresas sediadas no Brasil foram alvos de sanções por suspeita de elo com o PCC. A medida faz com que todos os bens e interesses dos alvos sob jurisdição dos EUA sejam bloqueados. Além disso, cidadãos e empresas americanas ficam proibidos de realizar transações com eles.

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Veja quem são as pessoas:

Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado pelo Tesouro como líder do núcleo paulista da rede e elo entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais. De acordo com o comunicado, Shimada teria lavado mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos gerados em diversas cidades americanas, utilizando criptomoedas para transferir os valores ao Brasil.

O Tesouro afirmou ainda que, em janeiro de 2025, Shimada chegou a cumprir prisão domiciliar no Brasil porque a Victory Trading teria sido utilizada para lavar recursos desviados de um clube de futebol brasileiro em um esquema de fraude publicitária.

Embora o comunicado não cite nominalmente o Corinthians, a empresa de Shimada aparece nas investigações do caso “Vai de Bet”, que apura um suposto esquema de desvio e lavagem de dinheiro relacionado ao contrato de patrocínio do clube. Segundo denúncia do Ministério Público paulista, a Victory Trading foi a última empresa pela qual passaram recursos antes do repasse à UJ Football, também investigada no caso.

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