A intensa fumaça que encobre a cidade de Manaus e outros municípios da Região Metropolitana impediu, até o fim da manhã deste domingo (11), a decolagem de uma aeronave que levaria uma comitiva do Governo Federal para um sobrevoo sobre a capital do Amazonas. A atividade estava inicialmente prevista para ocorrer antes de uma coletiva de imprensa agendada para as 10h30, na Base Aérea de Manaus (BAMN).
De acordo com informações do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a operação não pôde ser realizada devido à falta de condições de teto para o voo, ou seja, baixa visibilidade causada pela névoa espessa.
Os ministros Waldez Góes (MIDR) e João Paulo Capobianco (MMA) estão no estado para acompanhar e supervisionar as ações da força-tarefa federal de combate aos incêndios florestais que atingem a região.
Comitiva e impactos nos voos
Além dos ministros, integram a comitiva o governador do Amazonas, Roberto Cidade; o presidente do Ibama, Jair Schimitt; o secretário Nacional de Defesa Civil, Wolnei Wolff; e uma diretora do Ibama. Até o fechamento desta reportagem, a equipe aguardava uma melhora nas condições climáticas para realizar o sobrevoo, sem horário definido para a decolagem.
Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a fumaça prejudica severamente a visibilidade e compromete a segurança das operações. Partículas e resíduos presentes na névoa podem até mesmo afetar os componentes das aeronaves.
Ações federais e estado de emergência
O ministro Waldez Góes desembarcou no Amazonas na noite de sábado (10). No mesmo dia, o MIDR reconheceu, em caráter sumário, a situação de emergência em 36 municípios amazonenses afetados pelos incêndios. O decreto é uma etapa burocrática necessária para que as prefeituras possam solicitar recursos federais destinados a ações emergenciais de resposta e assistência à população.
















