‘Joguei o corpo no mato e saí’, diz acusado de matar próprio filho

O servidor público Paulo Roberto Caldas ainda enviou áudio para a mãe do garoto dizendo "vocês nunca mais vão ver o Bernardo"

Acusado de sequestrar matar o próprio filho de 1 ano e 11 meses, um servidor público de 45 anos, mandou uma mensagem de áudio para a mãe do garoto antes de desaparecer com o menino. “Vocês nunca mais vão ver o Bernardo”, disse o homem.

Irritado, ele chama a mulher e a sogra de arrogantes e diz que elas iriam entender o que era “ficar 5 minutos” sem ver o menino, se referindo a uma situação em que o garoto não poderia ter visto o avô paterno. Além disso, o servidor afirma que a advogada teria “aprontado” com ele, se referindo ao pedido judicial do pagamento da pensão para criança.

O homem desapareceu com a criança na sexta-feira (29/11), dia em que levaria o menino para a casa da mãe. De acordo com o servidor, ele deu quatro comprimidos para o filho dormir e o levaria para uma viagem. Entretanto, o menino teria morrido devido à medicação e ele descartou o corpo na rodovia.

O servidor foi preso na segunda-feira (2/11), em um hotel de Alagoinhas (BA). Após a prisão, ele confessou o crime. Um vídeo mostra o homem confessando o crime. Ele afirma que como não havia ninguém na rua e estava chovendo, não iriam perceber que o corpo seria jogado do veículo.

Agentes da Divisão de Repressão a Sequestro(DRS) estão nas ruas tentando localizar a criança. Eles delimitaram um trecho de 100 quilômetros que Paulo percorreu com o menino e fazem buscas na área. O helicóptero da corporação participa da ação.