BR-364 — Duplicação com Novo PAC será o fim do “Corredor da Morte”

Cerca de 2,5 mil veículos pesados rodam diariamente no trecho de 700 km entre Porto Velho a Vilhena

O Brasil é um País totalmente dependente do sistema rodoviário. Sua economia está alicerçada nas estradas, a maioria de péssima qualidade. A nossa principal rodovia federal, a BR 364 é denominada de “Corredor da Morte”, porque já enlutou –e continua enlutando– muitas famílias. O trecho de 1,2 mil/km, que corta Rondônia e liga o Mato Grosso com o Acre, todos os anos fica em precárias condições de tráfego durante o período de inverno amazônico (chuvas praticamente todos os dias) favorecendo os acidentes, a maioria com óbitos.

O trecho mais movimentado, entre Porto Velho a Vilhena, na divisa com o Mato Grosso tem cerca de 700 quilômetros. Em épocas de safras de grãos, soja e milho, principalmente, que Rondônia produz em quantidade e com qualidade, com produção crescente a cada ano.  Cerca de 2,5 mil carretas, bitrens e treminhões passam pelo trecho diariamente transportando grãos para o porto graneleiro de Porto Velho, no rio Madeira, a maioria para exportação.

Boa parte da safra do Mato Grosso também utiliza o porto da capital de Rondônia para exportação. O custo é bem menor que utilizar o Porto de Paranaguá, no Paraná.

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Esta semana o governo federal anunciou o chamado Novo PAC (Programa de Aceleração de Crescimento), que deverá ser aplicado pela equipe do governo Lula da Silva (PT). À princípio o Novo PAC deverá ser lançado, ainda, este mês, mas não tem data definida. Pela sua importância e magnitude, talvez não se tenha tempo suficiente para iniciá-lo já.

Dentro da proposta de investimentos do Novo PAC estão obras de infraestrutura de todo o País. No encontro com os 27 governadores em Brasília, que ocorreu em janeiro foram apresentados projetos prioritários, por cada um deles, totalizando 499 propostas, dentre elas, a sonhada duplicação da BR 364 de Vilhena a Rio Branco, no Acre.

O anúncio da aplicação pelo governo federal do Novo PAC, caso realmente seja confirmado, será a garantia do fortalecimento, não somente da produção de grãos, mas alicerçando a agropecuária, que coloca Rondônia entre os cinco maiores do País. A produção de leite, também é destaque no Estado e a retomada do plantio de café, que já foi a força motora da economia estadual é uma realidade.

O governo do Estado já está investindo na industrialização, para que, ao menos um pouco do que produzimos vamos manufaturar, aqui. Industrializando parte da soja, por exemplo, teremos economia fortalecida e mais empregos qualificados. Isso já ocorre com os frigoríficos e laticínios. Rondônia é um dos estados de menor índice de desemprego do País. Investindo na industrialização a situação ficará, ainda, melhor. Está correto o governador Marcos Rocha (UB) e sua equipe. Industrializando parte do que produzimos evitamos a venda do produto in natura. Por que comercializar toda a soja e depois ter que comprar o óleo?

O governo Lula da Silva está disposto, dentre outros investimentos a duplicar a BR 364. Momento importante para que as bancadas federais de Rondônia e do Acre juntam forças à iniciativa do governo federal, para não somente garantir economia forte, robusta, mas dar o máximo segurança, para que os veículos possam trafegar pela 364 sem que famílias sejam enlutadas diariamente, devido a precariedade da pista que, foi construída na década de 80 e todos os anos “estufam as guaiacas”, como dizem os gaúchos, das empreiteiras, no manjado, dispendioso e obsoleto “tapa-buracos”.

A BR 364 tem somente 20 quilômetros de rodovia duplicada, no trecho entre Porto Velho a Candeias do Jamari. Uma luta pessoal do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte-Dnit, ex-deputado federal Miguel de Souza e de José Ribamar Oliveira, na época superintendente regional do órgão. O trecho foi inaugurado em novembro de 2009.