A delegação brasileira que disputa os Jogos Sul-Americanos, “As Olimpíadas da América do Sul”, com início neste sábado, é um misto de grandes estrelas e jovens talentos, que têm como obrigação colocar o Brasil no primeiro lugar do quadro de medalhas. O foco no ano que vem também é importante, principalmente porque 28 dessas modalidades classificam para os Jogos Pan-Americanos de Santiago. E, claro, é sempre bom olhar para o futuro e garimpar alguns talentos, não só para paris 2024, como também para Los Angeles 2028.
A obrigação de ser líder do quadro de medalhas não é nenhuma arrogância. O país é disparado a maior potência esportiva da América do Sul e, mesmo com diversas ausências nesta edição do “Sula”, não deve ter dificuldades para ser o primeiro no quadro de medalhas. Em 2018, o Brasil foi com uma equipe B em diversos esportes e, a Colômbia, contando com medalhas em modalidades não olímpicas como patinação velocidade, futsal, esqui aquático e pelota basca, conseguiu a liderança.
Para 2022, a Colômbia segue como maior rival, mas o Brasil está com uma equipe mais forte que há quatro anos, principalmente em modalidades que dão muitas medalhas, como atletismo e natação. Na ginástica, mesmo com o Mundial se aproximando, a opção foi levar atletas medalhistas olímpicos, como Arthur Nory, enquanto na canoagem, Isaquias Queiroz, quase de férias, irá remar em busca de medalhas.
Historicamente, os Jogos são o nascimento de algumas estrelas brasileiras. Foi o que aconteceu com Thiago Pereira em 2002 (primeiro ouro dele em competições internacionais), Jade Barbosa em 2006 (cinco ouros, mostrando ao mundo seu talento) e Rafael Silva em 2010 (com 20 anos, levou dois ouros no judô). Mais recentemente, Felipe Wu (tiro) e Henrique Avancini(ciclismo) conseguiram suas primeiras conquistas relevantes nos Jogos de 2014.
Em uma delegação de quase 500 atletas são muitos os jovens atletas, e alguns deles com potencial para, em alguns anos, brigarem entre os melhores do mundo. Casos de Julia Soares (ginástica), Yuri Falcão (boxe), Beatriz Freitas (judô), Taiane Justino (levantamento de peso), Hussein Daurich (tiro esportivo) e Igor Queiroz (wrestling).
Por fim, é muito importante o Brasil conquistar o maior número de vagas para os Jogos Pan-Americanos, competição que é a Olimpíada das Américas, e será no ano que vem. Esportes como handebol, hipismo, saltos ornamentais, tênis e tiro esportivo valerão, no Pan do ano que vem, vaga para as Olimpíadas. Então é essencial que o Brasil esteja lá.
O Brasil é uma potência continental e precisa, nos Jogos Sul-Americanos, confirmar esse status.






















