Caso Daniel: Júri popular da família Brittes começa nesta segunda

Além da família Brittes, composta por Edison, Cristiana e a filha Allana, estarão no banco dos réus os amigos: Eduardo Henrique da Silva, David Willian Vollero Silva, Ygor King e Evellyn Brisola Perusso

O julgamento do júri popular dos sete réus envolvidos no caso da morte do jogador Daniel Corrêa Freitas começa nesta segunda-feira (18), em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Além da família Brittes, composta por Edison, Cristiana e a filha Allana, estarão no banco dos réus os amigos: Eduardo Henrique da Silva, David Willian Vollero Silva, Ygor King e Evellyn Brisola Perusso.

O julgamento popular está programado para começar às 8h30, no Tribunal do Júri de São José dos Pinhais. O processo ocorre cinco anos após o crime que chocou o Paraná. O jogador de futebol foi encontrado morto com sinais de agressão, um corte no pescoço e o órgão genital mutilado. Para o julgamento que se inicia nesta segunda-feira, 40 testemunhas foram convocadas para depor no Tribunal do Júri. Além disso, pelo menos 16 advogados estão envolvidos no caso. Ao longo do processo, quatro juízes se declararam suspeitos: Luciani Regina Martins de Paula, Diego Paolo Barausse, Marcos Takao Toda e Guilherme Moraes Nieto, sendo afastados do caso. Com isso, quem irá presidir o julgamento dos réus é o quinto juiz designado, o magistrado Thiago Flôres Carvalho. Em fevereiro de 2024, ele definiu a data do julgamento para 18 de março. Entre os réus, apenas dois permanecem presos: Edison Brittes e Eduardo da Silva. O patriarca da família Brittes está detido desde 1º de novembro de 2018, cinco dias após o assassinato do atleta. Já Eduardo foi preso logo após o crime, ganhou liberdade em setembro de 2019, mas está detido por suspeita de tráfico de drogas, em Foz do Iguaçu.

Relembre o caso Daniel:

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Daniel morava em São Paulo e jogava pelo time Esporte Clube São Bento (SP) em 2018. O jogador viajou para Curitiba, onde já havia morado durante uma passagem pelo Coritiba Foot Ball Club, em outubro. No dia 26, ele foi a uma balada sertaneja para celebrar o aniversário de 18 anos de Allana Emily Brittes, na época sua amiga. Em 2017, Daniel já havia participado do aniversário de 17 anos de Allana.

Edison Brittes Júnior e Cristiana Brittes, pais de Allana, também estavam na balada. Durante a madrugada de 27 de outubro, a família e os amigos de Allana decidiram continuar a comemoração e alguns convidados foram até a casa dela, incluindo Daniel. Na residência, em São José dos Pinhais, Daniel enviou um áudio para um grupo de amigos informando que estava lá e que havia várias mulheres. Em seguida, ele enviou uma foto ao lado de Cristiana, mostrando-a desacordada na cama do quarto. Este foi o último contato de Daniel com os amigos. Com o desaparecimento do jovem, os familiares ficaram preocupados e entraram em contato com Allana, que afirmou não saber de nada.

Segundo o depoimento de Edison Brittes, ele ouviu a esposa gritando no quarto e, ao chegar, percebeu que a porta estava trancada. Ele relatou que arrombou a porta e encontrou Daniel em cima de Cristiana, momento em que iniciou as agressões. Daniel foi espancado na casa, colocado no porta-malas do carro de Edison e levado para um matagal. Além de Edison, três amigos de Allana – David William Vollero Silva, atual marido da jovem, Eduardo Henrique Ribeira da Silva e Ygor King – também entraram no carro. Allana, Cristiana e uma amiga de Allana, Evellyn Brisola Perusso, ficaram em casa. A residência foi limpa e Evellyn relatou em depoimento que só foi liberada após preparar o almoço para a família. No matagal, na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais, Daniel teve o pescoço cortado e o pênis decepado. Em novembro, Edison Brittes confessou o assassinato e foi preso. Ele permanece detido desde então, há cinco anos.

Crimes pelos quais cada réu do caso Daniel responde:

CRISTIANA RODRIGUES BRITTES: fraude processual; corrupção de menor; coação no curso do processo.

DAVID WILLIAN VOLLERO SILVA: homicídio qualificado (motivo torpe, emprego de tortura ou outro meio cruel, e recurso que impossibilitou a defesa da vítima); ocultação de cadáver; fraude processual.

EDISON LUIZ BRITTES JUNIOR: homicídio qualificado (motivo torpe, emprego de tortura ou outro meio cruel, e recurso que impossibilitou a defesa da vítima); fraude processual; corrupção de menor; coação no curso do processo; ocultação de cadáver.

EDUARDO HENRIQUE RIBEIRO DA SILVA: homicídio qualificado (motivo torpe, emprego de tortura ou outro meio cruel, e recurso que impossibilitou a defesa da vítima); ocultação de cadáver; fraude processual; corrupção de menor.

EVELLYN BRISOLA PERUSSO: fraude processual.

YGOR KING: homicídio qualificado (motivo torpe, emprego de tortura ou outro meio cruel, e recurso que impossibilitou a defesa da vítima); ocultação de cadáver; fraude processual.

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