Damiris, perto da estreia nos playoffs, vê melhor fase na WNBA: “Chegar é fácil, difícil é se manter”

Brasileira inicia campanha no mata-mata com o Minnesota Lynx na próxima quinta

A brasileira Damiris Dantas está na WNBA desde 2014, mas atravessa nesta temporada sua mulher fase na fortíssima liga de basquete. Titular do Minnesota Lynx, ela começou no quinteto inicial nos 22 jogos que o time disputou na competição, cujo clímax ocorre na “bolha” criada em Bradenton, na Flórida.

O Lynx – e Damiris – fará sua estreia nos playoffs na quinta-feira, contra um rival a ser definido. A consolidação entre as melhores do mundo traz lembranças à ala-pivô.

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Do início no basquete até ser “descoberta” pelo instituto da campeã mundial e medalhista olímpica Janeth Arcain, a quem chama carinhosamente de tia Jane, até o principal palco do basquete mundial.

Chegar aqui na WNBA foi difícil, mas se manter é mais difícil ainda. Eu vim trabalhando, conquistando de pouco em pouco. Se fosse mandar uma mensagem para uma versão mais jovem de mim, diria para a Damiris fazer tudo o que ela fez: ter paciência, continuar treinando que tudo irá acontecer. Eu estou muito feliz, vivendo um momento mais madura, mais confiante, cuidando fisicamente para poder aguentar os jogos – afirmou a jogadora em videoconferência com veículos brasileiros de imprensa, da qual o ge participou.

Uma mudança importante nesta temporada veio após uma “ordem” da treinadora, Cheryl Reeve.

A técnica queria que eu jogasse mais, chamasse mais a responsabilidade e definisse mais jogadas. E isso aconteceu durante o campeonato. Me soltei mais. Espero manter essa subida nos playoffs – disse a brasileira de 27 anos.

Damiris teve uma média de 12.9 pontos por partida, além de seis rebotes e duas assistências por atuação. Como comparação, na temporada anterior ela fazia pouco mais de nove pontos por jogo. Curiosamente, a melhor nos números se deu com poucos minutos a mais em quadra: a ala-pivô atuou em média 27 minutos em 2020 e 26 em 2019.

Foi difícil conquistar meu espaço aqui. Quando você vem para os EUA, tem que ralar muito. Mas eu estou feliz com esse momento que estou vivendo. Estou mais preparada, um pouquinho experiente e acredito que isso possa acrescentar muito na seleção brasileira. Infelizmente, não conseguimos a vaga nas Olimpíadas, mas acredito que coisas boas vão acontecer com esse grupo – comentou.