Desafiando limites: “Bolt Paralímpico” aposta em 100m abaixo de 10 segundos

Recordista da classe T13, irlandês Jason Smyth perdeu o posto de atleta paralímpico mais rápido do mundo para Petrúcio Ferreira, mas visualiza tempos mais baixos: "É totalmente possível"

Sete vezes campeão mundial e dono de cinco medalhas de ouro nas Paralimpíadas, o irlandês Jason Smyth desafia limites desde os oito anos de idade, quando foi diagnosticado com a doença de Stargardt – uma condição que provoca a perda progressiva da visão no centro do ponto de foco da vista. E o velocista sabe exatamente qual é a próxima barreira a ser derrubada: correr os 100m abaixo de 10 segundos.

Atual recordista mundial da distância na classe T13, com 10s46, Smyth era até hoje o atleta paralímpico mais rápido do mundo, mas perdeu a coroa para Petrúcio Ferreira, que nesta terça-feira conquistou o ouro na classe T47 no Mundial de Atletismo Paralímpico, em Dubai, com 10s42. O irlandês, no entanto, tem marcas mais rápidas registradas em competições não-oficiais: seu recorde pessoal é de 10s22. Conhecido como “Bolt paralímpico”, Smyth acredita estar pronto para se aproximar dos 10s cravados.

Minha próxima meta é 10s01 e, depois, 10s00 – diz Smyth, que defende o título dos 100m da classe T13 no Mundial nesta quarta-feira. – É absolutamente possível. Se não fosse, eu não estaria aqui. Esporte de alto nível é sobre isso, quem se importa com os limites? O céu é o limite.

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Jason Smyth, medalha de ouro na classe T13 nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 — Foto: Reuters
Jason Smyth, medalha de ouro na classe T13 nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 — Foto: Reuters