“O Campeonato Paulista está manchado’, diz Abel Ferreira após revés do Palmeiras

A declaração do português foi motivada pela marcação do pênalti que gerou o primeiro gol do São Paulo na vitória do time tricolor por 3 a 1 sobre o Palmeiras nesta quarta-feira.

Se em 2018 o então presidente Maurício Galiotte chamou de ‘paulistinha’ o Estadual, neste ano, Abel Ferreira foi peremptório ao dizer que o Campeonato Paulista está “inquinado”, isto é, manchado. A declaração do português foi motivada pela marcação do pênalti que gerou o primeiro gol do São Paulo na vitória do time tricolor por 3 a 1 sobre o Palmeiras nesta quarta-feira.

Abel passou boa parte dos 20 minutos de sua entrevista coletiva reclamando da atuação do árbitro Douglas Marques das Flores no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista. O treinador ficou indignado com o pênalti que o juiz marcou somente após ir ao monitor do VAR rever o lance em que a bola bate na mão de Marcos Rocha.

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El também manifestou revolta com um agarrão em cima de Gómez dentro da área no segundo tempo que a arbitragem, lance em que a arbitragem nada marcou.

“O VAR estava a comer pipocas, não chamou o árbitro”, ironizou o português, sobre a possível falta em Gómez na área. “Façam o que quiser. O Campeonato Paulista está manchado”, afirmou. O técnico ficou incomodado, sobretudo, com a atuação do VAR.

“Eu não sou árbitro, mas pelas regras que eu leio, o VAR SÓ deve interferir em decisões muito flagrantes, infelizmente ele (árbitro) não teve coragem de seguir em sua decisão”, disse.

O pênalti nos acréscimos do primeiro tempo e convertido por Calleri foi “um golpe duro” para o Palmeiras assimilar, definiu Abel. O resultado, ele entende, foi condicionado por essa penalidade. “Não merecíamos. Foi um erro que não controlamos. Foi um golpe emocional”, considerou. Para ele, se os técnicos e jogadores dão satisfação à torcida após vitórias e derrotas, o árbitro também deveria se explicar nas entrevistas e ser punido em caso de erros.

Se o jogador não é bom, ele sai. Se o técnico perde três jogos seguidos, sai. Com os árbitros tem tem que ser igual. Se houver erros consecutivos, troca”, sugeriu.

Superioridade do São Paulo

Ainda que tenha dito que o pênalti condicionou “todo o desenrolar do jogo”, Abel reconheceu que o São Paulo foi superior ao Palmeiras no segundo tempo. Mas ele gostou da exibição de seus jogadores na primeira etapa.

“Não entramos da forma que queríamos. Nosso adversário foi melhor. O 2 a 0 nos deixou abaixo. Na primeira parte, jogamos melhor, mas não fizemos gol. No segundo tempo, o São Paulo foi melhor. Costumamos estar mais criativos”, avaliou. Além de superior, o São Paulo foi, na visão do português, “muito feliz” nos lances de seus três gols.

O campeão estadual será conhecido no domingo, quando os dois voltam a se enfrentar, mas no Allianz Parque. O São Paulo pode até perder por um gol de diferença que levanta a taça. Ao Palmeiras, resta ganhar por três gols de vantagem. Se vencer por dois, o título será decidido nos pênaltis.

“Acho que na nossa casa é diferente. Quando jogamos fora usamos uma estratégia e em casa usamos outra. Acho que com a nossa torcida vamos propor mais o jogo”, comentou Gustavo Gómez.