EUA buscam acordo para enviar imigrantes que solicitem asilo para Guatemala

Donald Trump receberá o presidente da Guatemala, Jimmy Morales, na Casa Branca, na próxima segunda-feira (15)

O governo de Donald Trump busca um acordo com a Guatemala para enviar de volta ao país imigrantes que solicitem asilo aos Estados Unidos. O anúncio pode ser feito na próxima segunda-feira (15), quando Trump receberá o presidente da Guatemala, Jimmy Morales, na Casa Branca.

De acordo com detalhes da revista The New Yorker, o pacto permitiria aos EUA enviar à Guatemala qualquer solicitante de asilo.

Trump anunciou há cerca de um mês que as negociações para assinar um acordo com a Guatemala estavam avançadas, o que pegou de surpresa muitos analistas, já que muitos dos imigrantes que viajam em direção aos EUA são guatemaltecos.

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“Se você vai firmar um acordo, tem que ser capaz de dizer que ele é seguro”, disse Doris Meissner, ex-comissária do extinto Serviço de Imigração e Naturalização dos EUA.

Já Stephen McFarland, embaixador dos EUA na Guatemala entre 2008 e 2011, afirmou que o país sequer tem um sistema econômico capaz de dar emprego aos próprios guatemaltecos. “Receber milhares de cidadãos de outros países por um período de tempo indefinido será muito difícil”, avaliou o ex-diplomata.

Operação para deportar imigrantes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta sexta-feira (12) a operação para deportar migrantes em situação irregular programada para este domingo. “Eles vieram ilegalmente. Nós vamos devolvê-los legalmente. É muito simples”, disse a jornalistas na Casa Branca.

“Vamos expulsar as pessoas e levá-las de volta para seus países”, acrescentou.

“Não é uma coisa que eu goste de fazer, mas pessoas vieram ilegalmente para o nosso país”, insistiu Trump, que disse estar “na obrigação” de levar a medida adiante.

A ação com detenções e expulsões em massa foi anunciada em 21 de junho pelo presidente Trump, que tem na questão migratória um pilar tanto na campanha eleitoral quanto no governo.

Entretanto, a Casa Branca adiou em duas semanas o início das operações para dar tempo ao Congresso de buscar um compromisso sobre as medidas de segurança a adotar na fronteira com o México.

A operação, que começará no domingo, deve afetar 2 mil pessoas em ao menos 10 cidades.