Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeita acordo com Hamas para libertação de reféns

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou as condições do Hamas para pôr fim à guerra e libertar os reféns

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou, no domingo (21/1), as condições apresentadas pelo Hamas para pôr fim à guerra e libertar os reféns. A tensão na Faixa de Gaza tem se intensificado desde 7 de outubro do ano passado, quando integrantes do Hamas invadiram o território israelense e mataram cerca de mil pessoas e capturaram outras 240.

O Hamas propôs a retirada completa das tropas de Israel de Gaza e que o grupo permaneça no controle da região.

“Em troca da libertação de nossos reféns, o Hamas exige o fim da guerra, a retirada de nossas forças de Gaza, a libertação de todos os assassinos e estupradores”, afirmou Netanyahu em um comunicado.

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“Rejeito totalmente os termos de rendição dos monstros do Hamas”, completou o primeiro ministro de Israel.

Os Estados Unidos, Catar e Egito negociaram um acordo em novembro do ano passado que resultou na libertação de mais de 100 reféns. A deliberação também culminou na soltura de 240 palestinos detidos em prisões de Israel.

Netanyahu e Joe Biden

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse na última sexta-feira (19/1) que conversou com o primeiro-ministro de Israel sobre possíveis soluções para criação de um Estado da Palestina.

No entanto, Netanyahu defende que a exigência de segurança de Israel “vai contra a demanda de soberania palestina”.

Desde de 7 de outubro, o confronto entre Israel e o Hamas deixou cerca de 1.140 mortos do lado israelense e aproximadamente 25 mil mortos na Faixa de Gaza.