Trabalhadores paralisam atividades e se mobilizam contra a reforma trabalhista em RO

Mais de 30 categorias aderiram à paralisação nesta sexta-feira (30). Em Porto Velho, manifestantes se reuniram na Praça das Três Caixas d’Água e saíram em passeata.

Mais de 30 categorias paralisaram as atividades nesta sexta-feira (30) em Rondônia em um ato contra a reforma trabalhista e da previdência. Em Porto Velho, o movimento se reuniu na Praça das Três Caixas d’Água e saiu em passeata por volta das 10h. Os manifestantes devem percorrer as Avenidas Carlos Gomes, Farquar, Sete de Setembro, Marechal Deodoro e por fim retornar a Carlos Gomes. Segundo a organização, cerca de 2 mil pessoas participam do movimento. A Polícia Militar (PM) não acompanhou o ato.

A mobilização foi convocada pela Frente Brasil Popular, com apoio na organização e coordenação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Segundo o presidente da CUT em Rondônia, João Anselmo, a expectativa é que 5 mil pessoas participem do ato. “Nossas reivindicações são contra a reforma da previdência, contra a reforma trabalhista e a favor da democracia”, disse.

Passeata iniciou por volta das 10h em Porto Velho (Foto: Hosana Morais/G1)

Passeata iniciou por volta das 10h em Porto Velho (Foto: Hosana Morais/G1)

Participam da paralisação o Sindicato dos Bancários de Rondônia (SEEB), Sindicato do Tribunal de Justiça (Sinjur), Sindicato dos Servidores Administrativos do Poder Executivo do Estado de Rondônia (Sintraer), Sindicato dos Servidores Públicos Federais (Sindsef), Sindicato dos Servidores da Educação (Sintero), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Frente Popular, Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), Eletrobras, dentre outros.

Manisfestantes percorrem avenidas da região de Porto Velho (Foto: Hosana Morais/G1)

Manisfestantes percorrem avenidas da região de Porto Velho (Foto: Hosana Morais/G1)

De acordo com o presidente SEEB de Rondônia, José Pinheiro, em Porto Velho os bancos não estão realizando atendimento. “No centro da cidade, os bancos estão fechados. Já sobre o interior não sabemos a quantidade de agências fechadas ainda, iremos fazer um levantamento”, informou.

Conforme o presidente do Sintero, Manoel Rodrigues, várias escolas estão fechadas. “Em todo o estado, temos 80% das instituições fechadas, já em Porto Velho apenas 70%, pois em muitas instituições estão em período de provas, mas os professores apoiam a greve”, disse o presidente do Sintero.

Greve geral - Porto Velho (Foto: Hosana Morais/G1)

Greve geral – Porto Velho (Foto: Hosana Morais/G1)

 

Maria das Graças veio a Porto Velho de Candeias do Jamari (RO) para participar da manifestação. “Sou contra a reforma, já tenho idade de aposentar e ainda não consegui. Por isso, resolvi participar juntamente com o Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB)”, disse.

Fonte:G1