Após discussão de casal, mulher é encontrada morta a tiro e marido vai preso

O marido da vítima foi levado preso sob a suspeita de ter cometido o crime de feminicídio

A jovem Glória Estefane J. V., 20, morreu baleada com um tiro no pescoço nesta madrugada de domingo (21) após uma discussão de casal em uma residência na Rua Vila Mariana, bairro Mariana, na zona Leste de Porto Velho (RO). O marido dela de 30 anos foi levado preso para a Central de Flagrantes sob suspeita de crime de feminicídio.

De acordo com as informações obtidas pela equipe de reportagem, o casal estaria em uma distribuidora de bebidas junto com amigos. Depois disso, os dois foram para casa continuar bebendo com um casal e uma amiga. Em determinado momento da bebedeira, a vítima e a amiga começaram a dançar juntas e teriam se beijado.

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O marido de Glória Estefane ficou enciumado e pediu que as duas parassem com tal atitude. O casal logo depois começou discutir intensamente e os convidados foram embora do local.

Segundo a polícia, o homem contou que após a discussão ele teria colocado a pistola dele calibre 9mm em cima de um guarda-roupas enquanto a esposa dizia que não aguentava mais ser traída por ele.

O homem afirma que em meio a discussão foi na cozinha tomar água e quando retornou para o quarto a esposa estaria com a pistola dele na mão apontada para a cabeça afirmando que ia se matar.

Segundo o marido, ela teria efetuado um disparo que atingiu seu próprio pescoço. O homem alega que teria percebido que a mulher já estava morta e não chamou de imediato o Samu.

Ele teria fechado a casa por volta das 02h30 e se dirigido até a casa da mãe dele. Somente por volta das 4h foi que o homem voltou até a residência e decidiu acionar a Polícia Militar.

Os policiais sob o comando do sargento Da Costa solicitaram o Samu e o óbito foi constatado. Após os trabalhos da Perícia Criminal, o corpo foi removido ao Instituto Médico Legal (IML).

O marido da vítima foi levado preso sob a suspeita de ter cometido o crime de feminicídio. O homem se apresentou para a polícia como fiscal de vigilantes.